A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou um novo embate na Justiça Eleitoral. O juiz auxiliar da propaganda eleitoral, Flávio Fraga e Silva, negou o pedido da chapa de Wellington Fagundes (PL) para suspender uma propaganda da coligação de Otaviano Pivetta (Republicanos).
A inserção coloca Wellington e Natasha Slhessarenko (PSD) no centro de uma crítica sobre alianças políticas e usa a expressão “velha política”. O material também apresenta imagens de figuras conhecidas da política mato-grossense.
Entre as imagens exibidas estão Wellington associado à família Riva e ao ex-governador Silval Barbosa, além de uma aparição do senador Jayme Campos (União). Natasha, por sua vez, aparece ao lado do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.
A defesa de Wellington reagiu e pediu a retirada imediata da peça do horário eleitoral. Segundo a representação, a montagem criaria uma associação indevida entre o candidato e fatos relacionados a outras pessoas citadas na propaganda.
O pedido também questionou a utilização da imagem de Emanuel Pinheiro e a referência ao episódio conhecido como “caso do paletó”. Para a defesa, a combinação das imagens poderia atingir diretamente a imagem eleitoral de Wellington.
Ao analisar o pedido de urgência, entretanto, o magistrado entendeu que a propaganda está inserida no contexto da crítica política permitida durante a campanha. Na avaliação preliminar, a expressão “velha política” representa um juízo de valor sobre alianças e posicionamentos políticos.
O juiz também apontou que, até o momento, não identificou atribuição direta de crime a Wellington nem elementos suficientes para caracterizar manipulação de fatos ou divulgação de informação sabidamente falsa.
Com a decisão, a propaganda continua autorizada no horário eleitoral. O pedido de suspensão foi rejeitado nesta fase, enquanto a representação segue para análise da Justiça Eleitoral.


































