VOTO SILENCIOSO

Wellington diz acreditar em “voto escondido” e acusa pressão sobre prefeitos e servidores

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O candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), afirmou acreditar que existe um “voto silencioso” entre servidores públicos e lideranças municipais que, segundo ele, evitam revelar publicamente em quem pretendem votar. A declaração ocorre em meio à disputa pelo Palácio Paiaguás e às denúncias de suposta pressão política sobre prefeitos.

 

Segundo Wellington, a pressão estaria ocorrendo por meio de convênios e repasses estaduais. Ele afirma ter recebido relatos de prefeitos que teriam sido informados de que recursos já conveniados poderiam não ser liberados caso não apoiassem a candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que disputa a reeleição. A acusação já foi negada por Pivetta e por alguns prefeitos.

 

Ao falar sobre o chamado voto silencioso, Wellington afirmou que a população pode demonstrar uma posição diferente daquela declarada publicamente durante a campanha. Para ele, o voto secreto permitiria ao eleitor escolher livremente diante das pressões que, segundo sua avaliação, estariam ocorrendo nos bastidores.

 

“Isso é natural em todas as campanhas. O governo faz pressão, mas a população, voto secreto, ela vai lá e faz de forma democrática, soberana”, revelou.

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Wellington também relatou supostas reclamações feitas por prefeitos que, conforme seu relato, estariam publicamente demonstrando apoio ao grupo adversário, mas afirmariam nos bastidores estar sofrendo pressão por causa de convênios. Ele citou casos em que gestores teriam dito que poderiam deixar de receber recursos caso não apoiassem o candidato à reeleição.

 

“Os prefeitos reclamando para mim: Wellington, eu estou só no faz de conta, porque eles estão pressionando. Se eu falar que voto contra, eles não entregam o convênio, não repassam o recurso”, disse.

 

O candidato também afirmou acreditar que servidores públicos poderiam fazer parte desse “voto silencioso” e mencionou denúncias que, segundo ele, envolvem o uso de veículos e servidores do Executivo durante a campanha. Wellington disse esperar que a Justiça Eleitoral analise os casos.

 

“Tenho certeza, tenho certeza, porque hoje os servidores públicos estão sendo pressionados. Tem denúncia, está aí no TRE, usando veículos, usando servidores do Executivo que não pode para fazer campanha”, afirmou.

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Ao ser questionado sobre quais medidas pretende tomar, Wellington afirmou que já existem ações na Justiça Eleitoral relacionadas às denúncias. As acusações e seus desdobramentos permanecem no campo da disputa eleitoral e dependem da apuração dos órgãos competentes.

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