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Eleições 2026 terão mais de 5 mil policiais e reforço na segurança em MT

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Na manhã desta terça-feira (22), o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realizou a 7ª e última reunião do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), que marcou a conclusão do planejamento de segurança para as Eleições Gerais de 2026. O encontro reuniu representantes das forças de segurança estaduais e federais, além de entidades parceiras, para alinhar os últimos detalhes da operação e garantir um pleito tranquilo e seguro.

 

O planejamento de segurança para o dia da eleição já está organizado, com reforço do efetivo nas áreas urbanas, rurais e aldeias. Segundo a juíza auxiliar da Presidência e coordenadora do GGI, Edna Coutinho, a atuação integrada com as Forças Armadas e demais órgãos de segurança busca garantir tranquilidade aos eleitores durante a votação.

 

“O planejamento está todo organizado. Já temos o escalonamento de toda a equipe policial que irá trabalhar no dia da eleição, tanto na zona urbana quanto na zona rural e nas aldeias. Contamos com o trabalho de todas as Forças Armadas e das forças de segurança federais. A parceria tem sido muito boa e temos certeza de que teremos uma eleição de paz, na qual a sociedade poderá exercer seu direito de voto de forma tranquila e pacífica”, ressalta.

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Entretanto, a magistrada afirmou que a eleição deste ano contará com um efetivo policial maior do que o registrado em 2022. O reforço considera o aumento no número de seções eleitorais e a adoção de estratégias específicas para locais com maior concentração de eleitores.

 

“Este ano, temos mais policiais. São mais de cinco mil agentes atuando, devido ao aumento de algumas seções. Também reforçamos a segurança nos pontos considerados mais sensíveis, onde há maior número de eleitores ou possibilidade de influência de facções e de qualquer tipo de tumulto. Todas essas situações já foram previstas no planejamento.”

 

Em outra questão relacionada às eleições anteriores, houve a adoção do chamado “cadeião” para casos de crimes eleitorais no dia da votação. Neste ano, porém, o procedimento foi alterado e não haverá o “cadeião eleitoral”. As regras para crimes eleitorais permanecem válidas, incluindo práticas como boca de urna, compra de votos e transporte irregular de eleitores.

 

“Este ano, não teremos o chamado ‘cadeião’. A pessoa que cometer um crime será autuada em flagrante e encaminhada para a unidade responsável. Em Cuiabá, onde temos a Polícia Federal, o conduzido será levado para a instituição, onde será realizado o procedimento de flagrante, conforme o tipo de ocorrência e delito. Nos locais onde não houver unidade da Polícia Federal, a Polícia Judiciária Civil ficará responsável por realizar esse procedimento”, afirma Edna.

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O encontro também contou com a presença da presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, que concedeu entrevista à imprensa antes do início da reunião. Durante a conversa, ela foi questionada sobre os episódios registrados nas eleições de 2022, incluindo ataques aos sistemas eleitorais e às urnas eletrônicas. Diante desse cenário, a Justiça Eleitoral reforçou a segurança dos sistemas e ampliou o treinamento das equipes, considerando as experiências da eleição anterior.

 

“Estamos completamente mais tranquilos, primeiro porque temos conhecimento e, segundo, porque nos envolvemos em diversos segmentos dentro da própria TI para nos protegermos. Tivemos mais tempo para treinar, entendemos o que aconteceu na eleição passada e nos preparamos para situações semelhantes. Teria que ocorrer algo realmente extraordinário para acontecer um problema desse tipo novamente.”

 

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