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Bares e restaurantes fecham julho com perda de empregos

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O mercado de trabalho de bares e restaurantes perdeu força em julho, segundo dados da PNAD Contínua e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No trimestre encerrado em julho, o setor de alojamento e alimentação, que tem cerca de 85% da composição ligada à alimentação fora do lar, registrou 41 mil ocupados a menos em relação ao trimestre terminado em abril. No Caged, o segmento teve saldo negativo de 1.304 vagas no mês.

Apesar do recuo recente, o número de trabalhadores ainda supera o registrado um ano antes. Entre maio e julho de 2026, o setor tinha 66 mil pessoas ocupadas a mais do que no mesmo período de 2025. O resultado indica desaceleração da expansão, mas mantém o nível de emprego acima do observado no ano anterior.

A perda de ritmo ocorre em meio à maior cautela dos empresários diante do aumento dos custos de contratação e manutenção das equipes. O setor também passou por um período de maior demanda, com datas como o Dia das Mães e a Copa do Mundo, que exigiram reforço no quadro de funcionários e podem ter sido seguidas por ajustes nas equipes após o fim desses eventos.

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“Os números mostram que o setor continua empregando mais do que há um ano, mas em um ritmo mais moderado. Bares e restaurantes precisam estar permanentemente ajustando suas equipes ao movimento dos estabelecimentos e às condições de custo do negócio”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel. Segundo ele, a dependência do consumo das famílias faz com que a contratação seja mais sensível a períodos de maior incerteza econômica, embora o resultado anual ainda mostre um mercado de trabalho maior que o de 2025.

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