A unidade atende somente pelo SUS casos de alta complexidade que são encaminhados pela Central Estadual de Regulação
Seis meses após iniciar os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso alcançou a capacidade plena de funcionamento, consolidando um projeto que marcou a gestão do ex-secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo e do ex-governador Mauro Mendes.
Responsável por conduzir a retomada da obra, a reformulação do projeto e o processo que viabilizou a parceria com o Einstein Hospital Israelita, Gilberto Figueiredo esteve à frente de uma das maiores intervenções da saúde pública mato-grossense, encerrando um período de 34 anos em que o hospital permaneceu inacabado.
Administrado pelo Einstein Hospital Israelita, o Hospital Central iniciou os atendimentos em 19 de janeiro deste ano. Desde então, a implantação dos serviços ocorreu de forma gradual, até alcançar a operação completa dos 287 leitos e de todas as 12 especialidades cirúrgicas previstas, transformando a unidade em uma das principais referências em alta complexidade no Estado.
A implantação começou pelos atendimentos ambulatoriais e pelos serviços de medicina diagnóstica. Já em fevereiro, a unidade passou a realizar procedimentos cirúrgicos, incluindo a primeira cirurgia robótica realizada pelo SUS em Mato Grosso. Até o momento, já foram realizados 36 procedimentos com tecnologia robótica nas áreas de urologia, ginecologia e cirurgia pediátrica.
O Hospital Central atende exclusivamente pacientes encaminhados pela Central Estadual de Regulação. Exclusivamente voltado ao atendimento de pacientes regulados pelo Sistema Único de Saúde, o Hospital Central foi concebido para ampliar a oferta de procedimentos de alta complexidade em Mato Grosso, consolidando-se como um dos maiores investimentos já realizados na saúde pública mato-grossense.
Atualmente, o hospital conta com 287 leitos, distribuídos entre 191 de enfermaria e 96 destinados aos cuidados intensivos. Destes, 60 são leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), divididos igualmente entre adultos e pediátricos, além de 36 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI).
Com a ativação de todas as especialidades, o Hospital Central passou a oferecer atendimentos em cirurgia pediátrica, urologia, ortopedia, cirurgia geral, aparelho digestivo, ginecologia, cirurgia vascular, cardiovascular, torácica, mastologia, cirurgia oncológica e neurocirurgia. A estrutura também dispõe de equipamentos de alta tecnologia para todos os tipos de exames de imagem e laboratoriais.
Obra resgatada após 34 anos
A entrega do Hospital Central encerrou uma espera de 34 anos. Iniciada na década de 1980, a construção permaneceu abandonada por mais de três décadas até ser retomada na gestão de Gilberto Figueiredo a frente da Secretária de Estado de Saúde (SES) e no governo Mauro Mendes. O projeto original foi completamente reformulado, ampliando a estrutura de aproximadamente 9 mil para 32 mil metros quadrados e incorporando novos conceitos assistenciais, tecnologia de ponta e equipamentos de última geração.
Ao longo da execução, Gilberto Figueiredo acompanhou as etapas da obra, defendeu a reformulação do projeto para atender às demandas da alta complexidade e conduziu o planejamento para que a unidade fosse administrada pelo Einstein Hospital Israelita, considerado uma das principais instituições hospitalares do mundo e a melhor da América Latina.
Da Assessoria.






























