MATO GROSSO

TENSÃO E DESAVENSAS

Dilmar fala de “traição” e clima de ruptura interna é sentida em Convenção

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A convenção do União Brasil está em andamento nesta quinta-feira (30), em Cuiabá, e já registra um forte embate entre o presidente estadual da legenda, Mauro Mendes, e o secretário-geral do partido, deputado Dilmar Dal Bosco. Enquanto os 51 correligionários continuam reunidos, a sigla decide se terá candidatura própria com Jayme Campos ou se apoiará Otaviano Pivetta, do Republicanos.

Um dos embates começou após Dilmar afirmar, durante a convenção, que os filiados estavam sendo colocados diante de uma escolha entre “trair ou não o próprio partido”. A fala rapidamente repercutiu entre os convencionais e elevou a tensão no encontro.

“Nunca vi um partido com apenas um candidato a governador pedir que seus convencionais votem se apoiam um nome de outra legenda. Estamos discutindo o projeto do União Brasil, não o projeto de outro partido”, afirmou Dilmar em entrevista à imprensa.

Em seguida, o deputado reforçou que considera a situação inédita em sua trajetória política. “Desde o PFL, depois no Democratas e agora no União Brasil, sempre houve unidade quando existia candidatura própria. Hoje estamos divididos para decidir se o partido abre mão do próprio candidato”, afirmou.

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Dilmar também criticou a condução da convenção e disse que alterações na forma de votação foram feitas sem discussão coletiva com a direção partidária. Segundo ele, decisões importantes acabaram sendo tomadas de forma centralizada.

Mauro Mendes reagiu ainda durante o evento e classificou as declarações do aliado como equivocadas. O ex-governador afirmou que antigas siglas, como Arena e PFL, já apoiaram candidatos de outras legendas em diferentes eleições e disse que Dilmar desconsidera precedentes históricos do próprio partido.

Com a votação ainda acontecendo, o clima no União Brasil segue dividido entre os defensores da candidatura de Jayme Campos e os aliados de Mauro Mendes, que trabalham pelo apoio a Pivetta. O resultado da convenção, que deve ser conhecido após o encerramento da apuração, é tratado nos bastidores como uma decisão para o futuro político da legenda em Mato Grosso.

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