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El Niño deve reduzir frio intenso em Urupema neste inverno

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O inverno de 2026 em Urupema, conhecida como Capital Nacional do Frio, deve ter temperaturas menos rigorosas e ondas de frio mais curtas em comparação com o ano passado. A mudança ocorre por influência da formação do fenômeno El Niño, prevista para ganhar força entre junho e agosto.

Segundo o meteorologista Caio Guerra, da Epagri/Ciram, o fenômeno deve provocar temperaturas acima da média histórica e aumentar a umidade na região. “Devemos ter sim alguns episódios de frio, mas essas ondas de frio não devem ser tão intensas e devem ser pouco duradouras. Aquele evento de frio que entra fica um, dois dias e logo perde força”, afirmou ao g1.

Mesmo com registros recentes de temperaturas negativas e episódios pontuais de neve em maio, a expectativa é de mudança gradual no padrão climático a partir de julho. O aumento da umidade deve dificultar a formação de fenômenos extremos típicos da Serra Catarinense, como geadas severas, neve frequente e chuva congelada, que costumam atingir cidades como Urubici, São Joaquim e Bom Jardim da Serra.

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Localizada a 1.425 metros de altitude, Urupema possui temperatura média anual de 14°C e registra até 50 geadas por ano. A geografia da cidade, cercada por morros e com grande parte da área urbana situada em uma depressão, favorece o acúmulo de ar frio durante as noites mais geladas. Em 2025, o município chegou a registrar -8,16°C e sensação térmica de -31°C.

O frio intenso movimenta o turismo e a economia local, baseada na produção de maçã, batata, moranga, pecuária e criação de trutas. A prefeitura informou que pretende iniciar, a partir de 2026, a coleta de dados oficiais sobre o impacto econômico do turismo de inverno. O município também mantém ações de assistência social, saúde e defesa civil voltadas ao atendimento de famílias vulneráveis durante os períodos de frio mais intenso.

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