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Bastidores do Poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Procuradoria-Geral da República, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Janja e a escola

Primeiras-damas Janja e Michelle enfrentam críticas por envolvimento nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. (Foto: Divulgação / Agência Brasil)

A primeira-dama Janja Lula da Silva enfrenta críticas por seu envolvimento com a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula no Carnaval. Aliados atribuem a ela parte do crescimento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Lula defendeu a esposa, mas assessores consideram que o “estrago já estava feito” após Janja participar de ensaios e planejar desfilar.

 

Michelle e a direita

Michelle Bolsonaro também é alvo de ataques, mas vindos da própria direita. Jair Bolsonaro divulgou carta neste último domingo, 1º de março, lamentando as críticas à esposa e pedindo unidade entre aliados. Michelle teve atritos com os filhos do ex-presidente por preferir Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) como candidato, e sua atuação política foi limitada por Bolsonaro até março.

 

O papel delas

Apesar das controvérsias, auxiliares reconhecem o papel fundamental das primeiras-damas. Janja é vista como fonte de vitalidade para Lula, que aos 80 anos se mostra ativo na campanha. Já Michelle lidera pesquisas para o Senado pelo DF, mas enfrenta ciúmes dos filhos de Bolsonaro. Ambas obrigaram seus maridos a vir a público em sua defesa.

 

OCB na Forbes

A premiação ocorre em março, mês que celebra a data de 8 de março, como Dia Internacional das Mulheres e os seus próprios 50 anos. A cerimônia será realizada no dia 30 de março, em São Paulo. (Foto: Divulgação / FPA)

A presidente executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tania Zanella, foi reconhecida pela revista Forbes como uma das 16 mulheres mais poderosas do Brasil. A lista, divulgada na última sexta-feira, 27 de fevereiro, reúne lideranças femininas com forte influência em suas áreas de atuação e impacto relevante na economia e na sociedade brasileira.

 

Reconhecimento

Tania tem atuado para ampliar a presença do cooperativismo na agenda econômica nacional e fortalecer a governança e a competitividade do setor. Sua trajetória é marcada pela defesa do cooperativismo como modelo de desenvolvimento baseado no empreendedorismo coletivo, na inclusão produtiva e na geração de oportunidades em todas as regiões do Brasil.

 

Liderança e impacto

Para ela, o reconhecimento simboliza o trabalho coletivo do cooperativismo e a crescente presença feminina em posições de decisão. “Recebo esse reconhecimento com muita responsabilidade, porque ele representa o trabalho de milhares de mulheres que lideram cooperativas, produzem no campo, empreendem nas cidades e transformam comunidades todos os dias”, afirmou. 

 

Agro: R$ 589 bi em LCAs

Apesar do volume significativo nos CPRs, o montante representou uma queda de 5% frente à safra anterior. (Foto:Divulgação / Secom-Mapa)

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) seguem como a principal fonte de recursos privados para o setor, com estoque de R$ 589 bilhões em janeiro de 2026, crescimento de 11% em 12 meses. Desse total, ao menos R$ 353 bilhões foram reaplicados diretamente no financiamento rural — avanço expressivo de 34% na comparação anual. Os dados constam no boletim de finanças privadas do agro do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

 

CPRs e CRAs

As Cédulas de Produto Rural (CPRs) também apresentaram desempenho positivo, com estoque de R$ 560 bilhões, crescendo 17% em 12 meses. Na safra 2025-2026, entre julho a janeiro, foram registrados R$ 231 bilhões em CPRs. Já os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) atingiram R$ 177 bilhões, o que representou uma alta 16%, ampliando a presença do agro no mercado de capitais. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) recuaram 15%, para R$ 31 bilhões.

 

Fiagro retoma série

O boletim retomou a divulgação dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro), interrompida em 2025 para adaptação às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Após quatro anos, os Fiagros alcançaram patrimônio líquido de R$ 47 bilhões em dezembro de 2025, distribuídos em 256 fundos em operação. O estoque saltou de R$ 1,6 bilhão em janeiro de 2022 para R$ 47,4 bilhões em janeiro de 2026, uma alta de 2.864% no período.

 

“Acorda Brasil”

O ex-líder da oposição bolsonarista ao governo Lula, Zucco, durante protestos no último domingo em Porto Alegre. (Foto: Divulgação / Assessoria)

O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, destacou as manifestações do “Acorda Brasil” realizadas neste último domingo, 1º de março, em Porto Alegre, São Paulo e diversas capitais, classificando-as como um “grito coletivo” contra a corrupção, o abuso de poder e a tentativa de silenciar a sociedade.

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Contra abusos

O movimento, que começou com uma caminhada de Minas Gerais a Brasília, agora ganha dimensão nacional. Zucco afirmou que os protestos representam a insatisfação da oposição bolsonarista com denúncias que atingem o governo do presidente Lula e setores do Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

Recado ao país

Para o deputado, a democracia exige transparência, equilíbrio entre os Poderes e respeito à Constituição. Ele afirmou que o “Acorda Brasil” é o início de uma mobilização crescente, pacífica e legítima, que seguirá até que o país volte ao caminho da responsabilidade, liberdade e justiça.

 

Frente UE-Mercosul

O embaixador da Itália, Alessandro Cortese, e o presidente da Câmara de Comércio Italiana, Graziano Messana, confirmaram presença. (Foto: Divulgação / Assessoria)

Será lançada nesta quarta-feira, 4, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar de Apoio à Integração União Europeia (UE) com o Mercado Comum dos países do Cone Sul (Mercosul). A iniciativa é coordenada pelo deputado federal Fernando Marangoni (União Brasil-SP) e reúne mais de 200 parlamentares de 19 partidos, com o objetivo de fortalecer a articulação política e institucional para o aprofundamento das relações comerciais e de investimentos entre os dois blocos.

 

Presenças confirmadas

O evento contará com autoridades dos Poderes da República, representantes da União Europeia, do Parlasul, do setor produtivo e do corpo diplomático. Estão confirmadas participações internacionais como a do embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, e do presidente da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo, Graziano Messana. A cerimônia marca um esforço conjunto para dinamizar a parceria entre os blocos.

 

Contexto e objetivos

A criação da frente ocorre um mês após a assinatura do acordo comercial no final de janeiro de 2026 e sua recente aprovação na representação brasileira no Parlasul. O colegiado buscará acompanhar a tramitação legislativa, monitorar a implementação dos termos e atuar como canal de diálogo entre o Congresso, o setor produtivo e os representantes europeus, garantindo que os interesses brasileiros sejam contemplados no processo de integração.

 

Mercosul-Canadá

Grupos técnicos discutiram comércio de bens, serviços, desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias. Uma nova rodada acontecerá em abril. (Foto: Reprodução / Internet)

Aconteceu entre os dias 23 e 27 de fevereiro, em Brasília, a oitava rodada negociadora do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Canadá. As negociações foram retomadas em outubro de 2025 e refletem o interesse das partes em aprofundar as relações econômicas e comerciais, promovendo maior integração produtiva entre as economias dos dois blocos.

 

Grupos técnicos

O encontro contou com a participação dos negociadores-chefes dos países do Mercosul e do Canadá, com reuniões presenciais dos grupos técnicos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias. Nova rodada está prevista para abril, para que os grupos sigam avançando na elaboração de textos e ofertas.

 

Comércio bilateral

A corrente comercial entre o Brasil e o Canadá alcançou R$ 53,77 bilhões em 2025, com superávit brasileiro de R$ 4,2 bilhões. A nota conjunta foi emitida pelos Ministérios das Relações Exteriores (MRE), do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDICS) e MAPA, destacando a importância estratégica das negociações para ampliar o acesso a mercados e fortalecer as cadeias produtivas.

 

Novos mercados para o agro

Com os anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 539 novas aberturas de mercado desde o início de 2023. (Foto: Divulgação / Secom-MAPA)

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que permitirão a exportação de carne moída ao México, produto de maior processamento destinado a empresas do varejo e à indústria de alimentos. O país importou mais de R$ 16 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para carnes, produtos florestais e do complexo soja.

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Expansão nas Filipinas

Nas Filipinas, a abertura de mercado para soja em grãos amplia as possibilidades de escoamento de um dos principais produtos da pauta agrícola nacional e reforça a inserção do Brasil no mercado do sudeste Asiático. O país filipino importou mais de R$ 9,3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros no ano passado.

 

FNO impulsiona negócios

40% dos entrevistados adquiriram insumos no próprio município e 34% em estados da mesma região. 62% das vendas concentram-se no município de origem, enquanto 24% alcançam outros estados do Norte. Na imagem, a atuação financiada pelo FNO por setor. (Foto: Divulgação / Secom-MIDR)

Estudo inédito da Superintendência de Desenvolvimento do Norte (Sudam) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) avaliou os impactos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) no estado de Tocantins, com 293 contratantes entrevistados.

 

Mais produção

Os resultados mostram que 70% dos mutuários observaram maior faturamento após acessar os recursos. Além disso, 73% apontaram aumento na produção, 77% relataram impacto positivo na qualidade da produção e 62% perceberam melhora na qualidade de vida.

 

Geração de emprego

A pesquisa também revelou que 43% dos contratantes aumentaram a contratação de pessoas em seus negócios. A coordenadora-geral da Sudam, Érika Almeida, destacou que o estudo demonstra o comprometimento da superintendência com a efetividade dos financiamentos. “Fomos a primeira superintendência a ir a campo para saber a influência real do FNO na produção”, afirmou.

 

Perfil do FNO

Pesquisa em conjunto com a Fipe aponta que os financiamentos do FNO elevam produção e melhoram qualidade de vida. (Foto: Divulgação / Secom-MIDR)

A pesquisa da Sudam com contratantes do FNO em Tocantins revelou ainda a predominância do comércio, que responde por 36% dos mutuários. Os setores do campo e serviços mantêm relativo equilíbrio, com agricultura representando 19%, pecuária 18% e serviços 17%. A indústria representa 4% e outros setores, 6%.

 

Formalização e gênero

A maioria dos contratantes atua como pessoa jurídica, o que representa 57%, mas parcela expressiva, 43%, é composta por pessoas físicas: pequenos produtores que obtiveram crédito. As mulheres representam 32% dos beneficiários, enquanto os homens são 68%. Em relação à idade, 50% têm mais de 50 anos, 44% entre 31 e 50 anos, e apenas 6% entre 18 e 30 anos.

 

Tempo de propriedade

O estudo também mapeou o tempo de existência das propriedades: 69% têm mais de 10 anos, 24% entre 4 e 10 anos, 6% de 1 a 3 anos e 1% menos de 1 ano. Para Érika Almeida, o perfil dos contratantes mostra avanços na política de crédito, promovendo igualdade de gênero e inclusão de pequenos produtores, com o FNO atendendo tanto empresas formalizadas quanto empreendedores individuais.

 

Auxílio emergencial em MG

Dandara Tonantzin quer auxílio emergencial e e suspensão de tarifas de água e luz para famílias atingidas por enchentes e desabamento em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. (Foto: kayo Magalhães / Agência Câmara)

A deputada Dandara Tonantzin (PT-MG) propôs ao ministro Rui Costa (Casa Civil) a criação de auxílio financeiro emergencial nos moldes do “Auxílio Reconstrução” do RS para famílias atingidas pelas enchentes na Zona da Mata mineira em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. a petista solicitou ainda ao governo a recuperação imediata da infraestrutura, a suspensão temporária de tarifas de água e luz, e articulação com a Caixa para recursos diretos às famílias desabrigadas.

 

Apoio do governo

Ao governo de Minas Gerais, a parlamentar solicitou a recuperação imediata da infraestrutura pública destruída, com especial atenção à unidade da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) em Ubá. Também pediu responsabilidade social diante da tragédia que devastou os três municípios da zona da mata mineira.

 

Presença do Estado

“O que vimos na Zona da Mata não foi apenas um desastre natural, foi uma tragédia que escancara a urgência de um Estado presente. Oficiei a Casa Civil e o governo Zema porque não estamos pedindo favor; estamos exigindo o cumprimento do dever constitucional”, afirmou a deputada. “É hora de garantir dignidade, proteção social e colocar dinheiro no bolso de quem perdeu tudo para que a reconstrução comece agora”, completou.

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