Desde agosto do ano passado, o diesel comercializado no Brasil passou a ter 15% de biodiesel na composição, ante 14%. A mudança ampliou a presença do biocombustível no setor de transportes e exige maior atenção de produtores rurais às condições de armazenamento, sobretudo em propriedades que mantêm o combustível estocado por longos períodos.
O diesel B15 é adequado para máquinas compatíveis com sua especificação, mas fatores como água, oxidação e contaminação por microrganismos podem comprometer sua qualidade quando o armazenamento é inadequado. A degradação pode provocar formação de borras e sedimentos, entupimento de filtros, corrosão e danos a componentes do sistema de alimentação. “O produtor precisa dar atenção não apenas ao combustível no momento do abastecimento, mas também às condições a que ele está exposto durante o período em que permanece armazenado”, explica o engenheiro Wesley Baldo, diretor comercial da Promarcas.
Além das práticas corretas de conservação, a empresa recomenda o uso preventivo de produtos específicos para diesel e biodiesel, como o Bardahl Agro D-600, voltado a máquinas agrícolas, veículos pesados, geradores e tanques de armazenamento. Segundo Baldo, a utilização de soluções desse tipo pode auxiliar no controle de microrganismos e na estabilidade do combustível. “Todo mundo entendeu que o grande problema do biodiesel é a formação da borra e a proliferação das bactérias, e só conseguimos resolver isso quimicamente”, afirma.
O cuidado com o combustível também integra uma estratégia mais ampla de manutenção preventiva e preditiva das máquinas agrícolas. Para Baldo, antecipar problemas pode reduzir paradas inesperadas justamente durante períodos críticos de plantio, pulverização e colheita. “Em atividades onde a disponibilidade das máquinas está diretamente relacionada à produtividade, antecipar problemas pode ser mais importante do que a própria falha, uma vez que os custos da manutenção corretiva são muito maiores do que a preventiva”, conclui.



















