CENTRO-OESTE

Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
De olho...

Bastidores do poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

publicidade

Disputa familiar pelo bolsonarismo

Apoiadores registram momento de confraternização com a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fortaleceu sua posição na disputa pela sucessão presidencial após articular a transferência do marido, Jair Messias Bolsonaro, para uma cela com melhores condições, um feito que os filhos do ex-presidente não haviam conseguido. A ação ocorreu após Michelle ser recebida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Publicamente, a resposta da ex-primeira-dama a ataques de blogueiros foi interpretada como um recado direto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que nos bastidores a acusa de não apoiar sua pré-candidatura. Enquanto Flávio declara publicamente nunca ter “costurado” uma candidatura, Michelle, à frente do PL Mulher, percorre o país e lidera pesquisas de intenção dentro da família, consolidando-se como um nome forte para uma chapa presidencial em 2026.

 

 

Banco Master

Nelson Souza assina o termo de posse de presidente do Banco de Brasília (BRB), instituição financeira estatal do Distrito Federal cujo presidente e secretários do GDF podem ser convocados pela Câmara Legislativa local, observado pelo governador Ibaneis Rocha. (Foto: Renato Alves / Agência Brasília)

De acordo com informações de fontes ligadas ao Planalto e também do “centrão”, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antonio de Souza, e três secretários do GDF devem ser convocados pela Câmara Legislativa do Distrito Federal após o recesso parlamentar. O requerimento, apresentado pela deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) – pré-candidata ao governo de Brasília, visa apurar as operações financeiras e a concessão de créditos envolvendo o Banco Master, além da saúde financeira do banco estatal e do governo distrital. Os secretários de Economia, Governo e Casa Civil também são alvo da convocação. A parlamentar questiona operações de risco e a possível capitalização do BRB com recursos públicos, defendendo que prejuízos não sejam repassados ao contribuinte. Em nota, o BRB garantiu solidez e informou que mais de R$ 10 bilhões de uma exposição bruta de R$ 12,76 bi já foram regularizados.

 

 

Banco Master 2

Ação da PF apreendeu jatinho particular de Fabiano Campos Zettel antes de sua detenção pela Polícia Federal, que foi um dos grandes doadores das campanhas eleitorais do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas, em 2022. (Foto: Reprodução / Youtube)

De acordo com informações de fontes ligadas ao Planalto e também do “centrão”, o empresário e pastor Fabiano Campos Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que foi preso temporariamente pela Polícia Federal (PF) ao tentar embarcar para Dubai, é um dos maiores doadores individuais das eleições de 2022, tendo destinado R$ 3 milhões à campanha do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e R$ 2 milhões a campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo paulista. A detenção, ordenada pelo ministro do STF, Dias Toffoli, integra a segunda fase da “Operação Compliance Zero”, que investiga um suposto esquema de fraudes no Banco Master. A prisão reacende o debate sobre a influência de grandes doadores na política e ocorre após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central do Brasil (BCB), com um prejuízo estimado em até R$ 41 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

 

 

Setor portuário pressiona por nova lei

Jesualdo Silva, presidente do IBL, defende a necessidade da modernização do marco legal portuário. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

Diante do recorde histórico de movimentação portuária em 2025, o setor pressiona pela votação do Projeto de Lei 733 de 2025, a Nova Lei dos Portos, ainda no primeiro semestre. O presidente do Conselho Gestor do Instituto Brasil Logística (IBL), Jesualdo Silva, defende que a modernização do marco legal é crucial para dar previsibilidade e segurança jurídica aos investimentos necessários à expansão da infraestrutura. O projeto, que tramita em comissão especial na Câmara, propõe contratos prorrogáveis por até 70 anos, fim da exclusividade do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) e a criação de uma “janela única aquaviária digital”. Os portos brasileiros movimentaram 1,27 bilhão de toneladas até novembro de 2025, um crescimento de 4,97%, com projeção de fechar o ano em 1,34 bilhão de toneladas.

Leia Também:  Botelho segue na frente, Abílio é o 2º e Lúdio o 3º, diz pesquisa

 

 

Isenção de tributos de estatais

Autor da proposta, o ex-governador paranaense Beto Richa defende que sua proposta contribui para o desenvolvimento urbano integrado, com reflexos positivos sobre mobilidade, saneamento, acesso a serviços públicos e ordenamento territorial. (Foto: Vinícius Loures / Agência Câmara)

Avança na Câmara um projeto que concede ampla isenção tributária para empresas estatais que constroem e vendem imóveis para famílias de baixa renda. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 179 de 2025, de autoria do deputado e ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB-PR), e relatado por Eli Borges (PL-TO), ambos da Frente Parlamentar de Logística (Frenlogi), exclui subvenções públicas da base de cálculo de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, além de isentar a venda desses imóveis de PIS/Cofins e zerar alíquotas do IBS e CBS. Aprovado na Comissão de Desenvolvimento Urbano (CDU), o texto visa reduzir o déficit habitacional, estimado em 6 milhões de domicílios, e otimizar investimentos públicos no setor. A proposta segue para análise das comissões de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição e Justiça (CCJ).

 

 

PL combate fraude em combustíveis

O projeto também prevê a criação do Sistema de Notificações Eletrônicas do Setor de Combustíveis (SNESC), que emitirá alertas em tempo real sobre desconformidades, podendo resultar em ordens de suspensão da comercialização, apreensão de produtos e bloqueio da emissão de notas fiscais. (Foto: Reprodução / Internet)

O Projeto de Lei (PL) 1923 de 2024, que cria um sistema eletrônico para coibir fraudes no setor de combustíveis está pronto para votação no plenário da Câmara. O PL de autoria do deputado Júlio Lopes (PP-RJ) e relatado por Júnior Ferrari (PSD-PA), institui o Sistema Eletrônico de Informações do Setor de Combustíveis (SEISC) para monitorar em tempo real estoques e movimentações, com o objetivo de combater adulterações e sonegação fiscal. A proposta, que tramita em regime de urgência e está entre as mais acessadas no site da Câmara, conta com apoio do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Estima-se que as fraudes no setor causem prejuízos anuais de R$ 62 bilhões. O projeto já foi aprovado em comissões temáticas e, se aprovado no plenário, seguirá para o Senado.

 

 

 

Sudeste em crise hídrica

Vinhedo a 75km de São Paulo, declarou emergência hídrica em maio de 2025 e passou a implementar horários de racionamento. Lá, dois data centers da empresa “Ascenty” propagandeiam-se como o “maior campus de data centers da América Latina”, representando 61 megawatts de demanda. (Foto: Divulgação / Secom-GovSP)

De acordo com informações de especialistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alertam que os reservatórios de água da região Sudeste não se recuperarão em 2026, mesmo com as chuvas acima da média. O Sistema Cantareira, que abastece nove milhões de pessoas, opera com apenas 19,71% de sua capacidade, nível mais baixo desde a crise de 2014-2015. A seca severa, agravada pelo desmatamento que reduz a umidade regional, é apontada como causa principal, e não apenas o calor. O aumento da instalação de data centers no estado de São Paulo, grandes consumidores de água e energia sem regulação clara, é citado como um agravante à crise. A previsão é de um ano difícil para o abastecimento e para as contas de luz, exigindo planejamento hídrico urgente.

Leia Também:  Bittar defende tratamento mais duro para reincidentes e pedófilos

 

 

Consumo de ultraprocessados dobra

Revista científica “The Lancet”, que publicou estudo internacional, mostra o crescimento do consumo de alimentos ultraprocessados em 93 países, incluindo o Brasil. (Foto: Reprodução / Internet)

O consumo de alimentos ultraprocessados mais que dobrou no Brasil desde os anos 1980, passando de 10% para 23% da dieta, conforme estudo publicado na revista “The Lancet”. Especialistas alertam que esse avanço acelerado, impulsionado pela praticidade e mudanças culturais, eleva significativamente os riscos à saúde. O padrão alimentar rico em açúcar, gordura de baixa qualidade, sódio e aditivos está associado a doenças metabólicas, cardiovasculares, inflamatórias e transtornos mentais. Uma pesquisa recente na revista “Thorax” revela ainda que o alto consumo desses produtos aumenta em 41% o risco de câncer de pulmão. Diante disso, nutricionistas recomendam o planejamento de refeições caseiras como estratégia fundamental para melhorar a qualidade nutricional da população.

 

 

Marinha libera acesso a DNA

A área da costa brasileira entre Rio de Janeiro e Belém foi autorizada para a expedição de coleta de DNA ambiental (eDNA) na “Expedição Rio-Belém”. (Foto: Reprodução / Secom-MMA)

A Marinha do Brasil autorizou o acesso ao patrimônio genético do litoral nacional para uma expedição científica em parceria com uma instituição estrangeira. Por meio de portaria assinada pelo Almirante Arthur Fernando Bettega Corrêa, a empresa brasileira “Oceanpact Serviços Marítimos S.A.” e a britânica “Nature Metrics Ltda” poderão coletar e estudar amostras de DNA ambiental (eDNA) ao longo da costa entre o Rio de Janeiro e Belém. O objetivo é mapear a biodiversidade de microrganismos dos domínios Bacteria, Archaea e Eukarya. O Brasil, que detém entre 15% e 20% da biodiversidade global, tem no patrimônio genético marinho um ativo estratégico de alto valor biotecnológico e econômico. A autorização está condicionada ao cadastro no sistema nacional e ao cumprimento de exigências de outros órgãos ambientais.

 

 

Ascensão social bate recorde

De acordo com estudo da FGV, renda gerada pelo trabalho impulsionou a maior mudança das classes sociais no Brasil desde 1976. (Foto: Reprodução / FGV)

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que 17,4 milhões de brasileiros ascenderam socialmente entre 2022 e 2024, saindo da pobreza e ingressando nas classes A, B e C. Esse movimento, que supera em ritmo o observado no período 2003-2014, fez a participação conjunta dessas três classes atingir 78,18% da população em 2024, o maior patamar histórico desde o início da série, em 1976. A classe C sozinha concentra 60,97% dos brasileiros. O diretor da FGV Social, Marcelo Neri, destacou que a renda do trabalho foi o principal motor da ascensão, impulsionada por políticas como o Bolsa Família. Em contrapartida, as classes D e E atingiram seus menores níveis, de 15,05% e 6,77%, respectivamente.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade