PCdoB, PDT, PSB, PT, Rede Sustentabilidade, PSOL e PV divulgaram manifesto em que afirmam: “ao tentar punir o Brasil por suas escolhas internas, o presidente Donald Trump busca impedir que o Brasil exerça plenamente sua soberania”.
Por Humberto Azevedo
Os presidentes e líderes dos partidos de esquerda como PCdoB, PDT, PSB, PT, Rede Sustentabilidade, PSOL e PV em reunião na manhã desta terça-feira, 5 de agosto, na sede do PDT, em Brasília, quando promoveram um manifesto intitulado “Unidade em Defesa do Brasil” em defesa da soberania nacional.
A iniciativa dos oito partidos tem como objetivo respaldar às iniciativas políticas adotadas contra as tarifas impostas ao país pelo presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, destacando que o Brasil é um país que sempre teve como marca de sua diplomacia o “diálogo, a cooperação e a busca de caminhos negociados e pacíficos para solução de problemas e impasses entre nações”.
Para a presidenta nacional do PCdoB e ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, é importante uma articulação entre os partidos para a busca de saídas coletivas para os problemas políticos enfrentados pelo país. Pelo PCdoB também compareceu o deputado e Renildo Calheiros (PE).
“Defender a nossa pátria e sua soberania é condição de ser brasileiro. Independente de cores partidárias ou de preferências políticas, na condição de partidos aqui reunidos, estamos certos de que a bandeira do nosso país é aquela que melhor nos representa contra qualquer tentativa de imposição ou de ameaça. Mais até do que um Brasil dos brasileiros, somos reconhecidos como uma nação aberta ao multilateralismo e ao diálogo com o mundo. É por isso que o nosso país se tornou uma referência no diálogo internacional, voltando a ser ouvido. Respeitamos a todos e, por isso, passamos a ser ainda mais respeitados”, diz o início do manifesto.
Além da ministra Luciana Santos, estiveram presentes Edinho Silva, presidente nacional do PT; Carlos Lupi, presidente nacional do PDT; João Campos, prefeito de Recife (PE) representando o PSB; Paula Coradi representando o PSOL; Paulo Lamac, presidente nacional da Rede Sustentabilidade; e José Luiz Penna, presidente nacional do PV.
Também estiveram presente André Figueiredo, vice-líder da maioria na Câmara; Cid Gomes, senador cearense pelo PSB; Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado; Lindbergh Farias (RJ), líder do PT na Câmara; Leila Barros, senadora pelo PDT; Alencar Santana, vice-líder do governo na Câmara; Mário Heringer, líder do PDT na Câmara; Pedro Campos, líder do PSB na Câmara; Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso; Renildo Calheiros, líder do PCdoB na Câmara; Talíria Peroni, líder do PSOL na Câmara; e Túlio Gadelha, representando a Rede Sustentabilidade; e Tarcísio do (PSOL-RJ).
MANIFESTO NA ÍNTEGRA
“Manifesto dos partidos progressistas – Unidade em Defesa do Brasil – Defender a nossa pátria e sua soberania é condição de ser brasileiro. Independente de cores partidárias ou de preferências políticas, na condição de partidos aqui reunidos, estamos certos de que a bandeira do nosso país é aquela que melhor nos representa contra qualquer tentativa de imposição ou de ameaça. Mais até do que um Brasil dos brasileiros, somos reconhecidos como uma nação aberta ao multilateralismo e ao diálogo com o mundo. É por isso que o nosso país se tornou uma referência no diálogo internacional, voltando a ser ouvido. Respeitamos a todos e, por isso, passamos a ser ainda mais respeitados. A taxação imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixa claro que o seu apoio político à impunidade do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais traidores da pátria se sobrepôs à relação que os dois países cultivaram por mais de 200 anos. A decisão, mesmo com a balança comercial favorável à economia norte-americana, mostrou-se arbitrária por querer colocar em xeque a independência da justiça brasileira e cercear novos métodos de pagamentos que atendem a população, como é o caso do PIX. Soma-se a isso o claro interesse econômico por parte de setores ligados às big techs e à exploração de recursos estratégicos, como as terras raras brasileiras, fundamentais para as cadeias produtivas globais. Ao tentar punir o Brasil por suas escolhas internas, o presidente Donald Trump busca impedir que o Brasil exerça plenamente sua soberania sobre nossas riquezas e interferir em nossa liberdade de estabelecer relações diplomáticas com outras potências emergentes. Como nação, sabemos defender aquilo que é inegociável. Não podemos deixar que outro país queira intervir no modo como a Justiça brasileira se posiciona. A impunidade não deve, nem vai, prevalecer para quem atenta contra a democracia ou contra a soberania brasileira, independente do sobrenome ou do posto já ocupado. É uma questão de justiça. Jair Bolsonaro traiu a pátria ao tentar submeter os interesses nacionais a potências estrangeiras, enfraquecer instituições, coagir o Poder Judiciário e buscar apoio externo para escapar das consequências legais de seus atos. Foi essa combinação de traição, pressão indevida sobre o sistema de justiça e tentativas de negociar os interesses do povo brasileiro em benefício próprio que fundamentou as medidas cautelares e, posteriormente, a decretação de sua prisão domiciliar. O julgamento de Jair Bolsonaro deve seguir com responsabilidade, transparência e o devido respeito ao Estado de Direito, até que todos os envolvidos na tentativa de golpe contra a ordem democrática e na trama criminosa para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, sejam devidamente responsabilizados. A democracia brasileira não será refém do medo, da violência política ou da chantagem institucional. O país exige justiça plena — não por vingança, mas para garantir que ataques tão graves jamais voltem a ameaçar o pacto constitucional firmado pelo povo brasileiro. Nas relações internacionais, a porta para o diálogo está e deve permanecer aberta. Se temos mais de 700 itens de exportação fora da pauta de taxação é porque o Governo do Brasil, sob a liderança do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, avançou com negociações diretas entre os setores produtivos dos dois países e com o governo norte-americano. Temos certeza de que o Brasil vai seguir no caminho do diálogo, da diplomacia e do desenvolvimento econômico e social, como deseja a imensa maioria da população, buscando novos mercados e oportunidades mundo afora. Não iremos permitir que essas interferências externas nos desviem do foco de promover justiça tributária e seguir enfrentando as desigualdades brasileiras — esse é um compromisso inegociável com o povo. Não começamos esta disputa e somos os maiores interessados em encerrá-la de forma justa, mas vamos continuar firmes na defesa dos interesses do povo brasileiro, da nossa pátria e da nossa soberania. Com diálogo, com proteção aos brasileiros prejudicados e com a coragem de fazer sempre o que é certo. Viva o povo brasileiro. Defender a nossa pátria e sua soberania é condição de ser brasileiro. Independente de cores partidárias ou de preferências políticas, na condição de partidos aqui reunidos, estamos certos de que a bandeira do nosso país é aquela que melhor nos representa contra qualquer tentativa de imposição ou de ameaça. Mais até do que um Brasil dos brasileiros, somos reconhecidos como uma nação aberta ao multilateralismo e ao diálogo com o mundo. É por isso que o nosso país se tornou uma referência no diálogo internacional, voltando a ser ouvido. Respeitamos a todos e, por isso, passamos a ser ainda mais respeitados. A taxação imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixa claro que o seu apoio político à impunidade do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais traidores da pátria se sobrepôs à relação que os dois países cultivaram por mais de 200 anos. A decisão, mesmo com a balança comercial favorável à economia norte-americana, mostrou-se arbitrária por querer colocar em xeque a independência da justiça brasileira e cercear novos métodos de pagamentos que atendem a população, como é o caso do PIX. Soma-se a isso o claro interesse econômico por parte de setores ligados às big techs e à exploração de recursos estratégicos, como as terras raras brasileiras, fundamentais para as cadeias produtivas globais. Ao tentar punir o Brasil por suas escolhas internas, o presidente Donald Trump busca impedir que o Brasil exerça plenamente sua soberania sobre nossas riquezas e interferir em nossa liberdade de estabelecer relações diplomáticas com outras potências emergentes. Como nação, sabemos defender aquilo que é inegociável. Não podemos deixar que outro país queira intervir no modo como a Justiça brasileira se posiciona. A impunidade não deve, nem vai, prevalecer para quem atenta contra a democracia ou contra a soberania brasileira, independente do sobrenome ou do posto já ocupado. É uma questão de justiça. Jair Bolsonaro traiu a pátria ao tentar submeter os interesses nacionais a potências estrangeiras, enfraquecer instituições, coagir o Poder Judiciário e buscar apoio externo para escapar das consequências legais de seus atos. Foi essa combinação de traição, pressão indevida sobre o sistema de justiça e tentativas de negociar os interesses do povo brasileiro em benefício próprio que fundamentou as medidas cautelares e, posteriormente, a decretação de sua prisão domiciliar. O julgamento de Jair Bolsonaro deve seguir com responsabilidade, transparência e o devido respeito ao Estado de Direito, até que todos os envolvidos na tentativa de golpe contra a ordem democrática e na trama criminosa para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, sejam devidamente responsabilizados. A democracia brasileira não será refém do medo, da violência política ou da chantagem institucional. O país exige justiça plena — não por vingança, mas para garantir que ataques tão graves jamais voltem a ameaçar o pacto constitucional firmado pelo povo brasileiro. Nas relações internacionais, a porta para o diálogo está e deve permanecer aberta. Se temos mais de 700 itens de exportação fora da pauta de taxação é porque o Governo do Brasil, sob a liderança do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin, avançou com negociações diretas entre os setores produtivos dos dois países e com o governo norte-americano. Temos certeza de que o Brasil vai seguir no caminho do diálogo, da diplomacia e do desenvolvimento econômico e social, como deseja a imensa maioria da população, buscando novos mercados e oportunidades mundo afora. Não iremos permitir que essas interferências externas nos desviem do foco de promover justiça tributária e seguir enfrentando as desigualdades brasileiras — esse é um compromisso inegociável com o povo. Não começamos esta disputa e somos os maiores interessados em encerrá-la de forma justa, mas vamos continuar firmes na defesa dos interesses do povo brasileiro, da nossa pátria e da nossa soberania. Com diálogo, com proteção aos brasileiros prejudicados e com a coragem de fazer sempre o que é certo. Viva o povo brasileiro”.























