O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou a decisão da Justiça que negou o pagamento de pensão aos dois filhos de Raquel Cattani, assassinada em julho de 2024. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que “não existe Justiça no Brasil” ao comentar o caso, que tramita há mais de um ano.
Segundo o parlamentar, o pedido foi feito em favor dos netos, que tinham 7 e 4 anos na época do crime. Apesar de afirmar que a família tem condições de sustentar as crianças, Cattani defendeu que o benefício deveria ser garantido por lei. “É um direito deles, e a Justiça negou”, declarou.
A decisão mais recente, de setembro de 2025, manteve o entendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que já havia negado o auxílio na via administrativa. O fundamento foi de que a vítima seria considerada “empresária de sucesso”, classificação contestada pelo deputado.
Cattani afirmou que a filha trabalhava na produção de queijos em propriedade rural e que a empresa ligada ao nome da família foi criada apenas após sua morte. “Não estou aqui para me vitimizar. Estou cobrando justiça para os meus netos”, disse.
O caso teve desfecho judicial em janeiro deste ano, quando os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde foram condenados pelo assassinato de Raquel, ocorrido em Nova Mutum. Romero, ex-marido da vítima, recebeu pena de 30 anos por feminicídio, enquanto Rodrigo foi condenado a 33 anos, 3 meses e 20 dias pelos crimes de feminicídio e furto.






























