O delegado Rodrigo Azem, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), revelou que a facção criminosa Comando Vermelho (CV) faturava cerca de R$ 1,5 milhão por mês com a extorsão de comerciantes que vendem água mineral em Cuiabá e Várzea Grande. A informação foi dada nesta quinta-feira (20), durante coletiva sobre a Operação Falso Profeta.
Até o momento, sete pessoas foram presas na operação, que visa desarticular o esquema de extorsão e lavagem de dinheiro. Segundo Azem, os criminosos cobravam uma taxa de R$ 1 por galão vendido, prejudicando mais de 100 comerciantes – porém, apenas 11 aceitaram prestar depoimento devido ao medo de represálias.
O principal alvo da operação é um pastor de uma igreja no bairro Pedra 90, apontado como líder do esquema. Ele está foragido no Rio de Janeiro e possui passagens por homicídio e tráfico de drogas. Outros membros da facção também já tinham antecedentes criminais.
Apesar das constantes ameaças e coação, o delegado destacou que não houve relatos de violência física contra as vítimas. As investigações seguem em andamento para capturar os demais envolvidos.


































