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75% defendem proibição das bets, aponta pesquisa

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Setenta e cinco por cento dos brasileiros defendem a proibição das plataformas de apostas online, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23). Do total, 71% concordam totalmente com a medida e 4% concordam parcialmente. O apoio cresceu dois pontos percentuais desde abril, quando era de 73%.

O levantamento mostra também forte apoio a outras restrições. Para 84% dos entrevistados, as empresas de apostas deveriam pagar mais impostos, enquanto 79% defendem algum tipo de limitação à publicidade. Além disso, 60% consideram que crianças e adolescentes têm acesso fácil às plataformas. A associação das bets com complemento de renda ou investimento é rejeitada por 88% dos entrevistados.

A percepção negativa se estende aos efeitos das apostas na sociedade: 59,9% dizem que elas trazem somente prejuízos e 28,6% avaliam que geram mais prejuízos do que benefícios. Em julho, o Ministério da Fazenda passou a exigir alertas em peças publicitárias, incluindo a mensagem de que “Aposta não é investimento”, além de reforçar regras para proteção de menores de idade.

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A pesquisa também perguntou quem seria o principal responsável pela disseminação das bets no país. Para 36%, a responsabilidade é atribuída ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT); 25,4% apontam a gestão Jair Bolsonaro (PL) e 16,5%, o Congresso Nacional. O levantamento ouviu 5.015 adultos entre 17 e 22 de setembro, tem margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%; o estudo está registrado no TSE sob o protocolo BR-04739/2026.

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