O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um plano de governo que prevê a privatização de todas as empresas estatais, a saída do Brasil do Brics e a criação de um regime de contratação alternativo à CLT. Batizado de “Plano Implacável”, o documento tem 81 páginas e reúne propostas em 20 áreas.
Na segurança, Zema defende ampliar o porte de armas para toda a extensão de propriedades rurais, classificar facções como organizações terroristas e reduzir a maioridade penal para 16 anos. O programa também prevê a possibilidade de responsabilizar criminalmente pessoas ainda mais jovens em casos excepcionais e o uso das Forças Armadas no combate ao crime organizado.
Na economia, além das privatizações, o plano propõe uma nova reforma da Previdência, com idade mínima para aposentadoria reajustada conforme a expectativa de vida e a sustentabilidade do sistema. Na área trabalhista, a ideia é permitir que empregados e empregadores negociem diretamente condições do contrato, com “prevalência do negociado sobre o legislado”.
O programa ainda prevê mudanças no STF, fim dos fundos Eleitoral e Partidário, candidaturas independentes e retirada do Brasil do Brics, mantendo relações comerciais com os países do bloco. Zema também propõe R$ 1.000 para cada brasileiro ao nascer, a regulamentação do ensino domiciliar e a internação involuntária de dependentes químicos em situação de rua.


















