O caminhoneiro Jairo Luan Gomes, de Sombrio (SC), completou nesta segunda-feira (10) 26 dias retido em uma aduana na província de Mendoza, na Argentina, devido à neve que bloqueia trechos da Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile. A previsão era de que ele deixasse o local no fim de semana, mas as condições da estrada impediram a viagem.
Segundo Jairo, a estrutura oferecida aos motoristas é precária e as refeições precisam ser preparadas de forma improvisada. “Aqui é uma aduana que é praticamente zero em assistência. Não tem banheiro, chuveiro, só um cano que sai água fria. Não tem ambulância de plantão, nada”. A temperatura também agrava a espera: à tarde, os termômetros chegaram a -2ºC.
A alimentação tem sido parcialmente garantida por doações da Associação de Caminhoneiros de Mendoza. “Eles vêm todo dia com água potável e sopa ao meio-dia. À noite, nós fazemos alguma coisa para comer na caixa de cozinha do caminhão”. Jairo afirma que veículos de turismo conseguiram atravessar durante o fim de semana, mas os caminhões continuam retidos. “Nada oficial, porque aqui é imprevisível. Mas acredito que lá para domingo que vem”, disse.
A paralisação também afeta outras transportadoras de Santa Catarina. Mais de 50 caminhões de uma única empresa de Concórdia já ficaram retidos na aduana, enquanto companhias de Chapecó e de outras cidades do Oeste relatam situação semelhante. Segundo os empresários, mais de 1,5 mil caminhões chegaram a ficar parados no local, provocando atrasos nas entregas e prejuízos operacionais.



























