O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, deu sinais de que é contrário ao fim da escala de trabalho 6×1 ao comentar o tema em um vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação, o parlamentar afirmou que a discussão precisa ser tratada com responsabilidade e alertou para possíveis impactos negativos na economia e na geração de empregos.
O debate sobre a redução da jornada de trabalho vem ganhando força em todo o país, principalmente entre setores ligados aos trabalhadores e movimentos sindicais. A proposta defende mudanças no atual modelo de seis dias de trabalho para um de descanso, argumentando que a alteração pode melhorar a qualidade de vida dos funcionários.
Ao abordar o assunto, Wellington destacou sua origem ligada ao trabalho e disse compreender as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores brasileiros. No entanto, afirmou que medidas desse tipo precisam considerar os reflexos econômicos para empresas e para o mercado de trabalho.
“Eu sei o que é trabalhar duro, eu sei o que é acordar cedo, depender do emprego e sustentar a família. Por isso, quando falam em reduzir jornada de trabalho, eu levo o tema a sério. Melhorar a qualidade de vida é importante, mas eu também sei que não adianta prometer algo que pode tirar vagas de quem mais precisa”, declarou.
O senador também afirmou que governar exige equilíbrio entre desenvolvimento econômico e responsabilidade fiscal. Segundo ele, mudanças na jornada sem medidas compensatórias podem gerar aumento de custos para as empresas e afetar diretamente a população.
“Sou pré-candidato a governador e governar é equilibrar desenvolvimento com responsabilidade. Se reduzir jornada sem aumentar a produtividade, sem reduzir impostos, sem restabelecer quem gera emprego, a conta não fecha. E quando a conta não fecha, o emprego sofre, a população sofre, porque uma redução de jornada sem um debate amplo e com responsabilidade pode provocar também aumento de inflação”, afirmou.
Na sequência, Wellington Fagundes defendeu o fortalecimento das empresas e voltou a destacar que seu posicionamento busca preservar empregos e ampliar oportunidades.
“Afinal, o aumento dos custos das empresas sempre será compensado. E essa compensação, normalmente, vem em forma de aumento de preços para o consumidor. Eu defendo o trabalhador, mas defendo também o emprego forte e as empresas fortes. Meu compromisso é, claro, criar ambiente para produzir mais, gerar mais oportunidade, aumentar os empregos e proteger quem trabalha com responsabilidade. Não é discurso bonito, e sim sobre futuro seguro”, concluiu.
Veja vídeo:




























