MATO GROSSO

Fagundes propõe suspensão do recesso no Congresso Nacional

Pré-candidato ao governo de Mato Grosso para tentar suceder o atual governador Mauro Mendes, o bolsonarista Wellington Fagundes responsabiliza a política externa do governo Lula “marcada pela improvisação e pela ideologização”. (Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado)

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“É hora de colocar o Brasil acima das disputas partidárias. O Congresso precisa assumir sua responsabilidade diante dessa ofensiva externa”, comentou o senador bolsonarista mato-grossense, que lidera o bloco “Vanguarda” que reúne senadores do PL, PP e Republicanos.

 

Por Humberto Azevedo

 

Diante da carta do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em que justifica anunciar uma tarifa adicional de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para aquele em virtude da “perseguição política” que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) estaria sofrendo do Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Wellington Fagundes (PL-MT) propôs a suspensão imediata do recesso parlamentar – entre 15 a 31 de julho – e a adoção de um “plantão diuturno” no Congresso Nacional para tratar das medidas diplomáticas e econômicas cabíveis.

 

Para o senador bolsonarista mato-grossense, que lidera o bloco “Vanguarda” no senado Federal que reúne senadores do PL, PP e Republicanos “é hora de colocar o Brasil acima das disputas partidárias” e “o Congresso precisa assumir sua responsabilidade diante dessa ofensiva externa” em que Trump classifica o julgamento de Bolsonaro na Suprema Corte como “uma vergonha internacional”. O presidente dos EUA acusou o Brasil ainda de promover “ataques insidiosos contra eleições livres” e de violar a “liberdade de expressão” em julgamentos que afetariam os interesses de empresas estadunidenses.

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Para o parlamentar, a gravidade da situação exige que o Congresso esteja em pleno funcionamento, inclusive com convocações urgentes de ministros e representantes do Itamaraty e da Fazenda para explicar os desdobramentos da crise e articular respostas institucionais. As exportações do Brasil para os EUA representam 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e os estados mais afetados com a medida prometida por Trump para agosto são Ceará, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina.

 

“Eu quero alertar, inclusive, já nos reunimos para que o Congresso Nacional não tenha recesso parlamentar, porque a situação pode ser grave e isso precisa de um plantão diuturno. A economia, o comércio e o agro brasileiro não podem ser penalizados por uma política externa marcada pela improvisação e pela ideologização. A situação pode ser grave e exige atenção  resposta firme”, afirmou o senador, em entrevista à emissora paulista de rádio e TV Jovem Pan.

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