Thiago Novaes – RDM Online
Após nova operação deflagrada na manhã desta terça-feira (17), novamente contra a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS), vereadores da oposição ao governo municipal defendem punição ao o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
Entre os alvos da Operação Athena, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) contra a SMS, que investiga um suposto esquema criminoso dentro da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, estão dois ex-secretários e o ex-diretor da empresa.
A vereadora Michelly Alencar (União Brasil) afirmou que o perfil da atual gestão é cometer erros e que este é o “modus operandi”. Ela disse que acredita que ainda deverão acontecer outras operações contra a gestão.
“Se a polícia, o Ministério Público, estiverem empenhados teremos mais operações […] não dá pra gente ter uma operação hoje, outra operação amanhã, outra operação amanhã e esse mesmo grupo permanecer e continuar fazendo as coisas erradas”, falou a legisladora.
A vereadora Maysa Leão (Republicanos) destacou que as contas da prefeitura do ano de 2022 foram reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) e defendeu que o prefeito sofra alguma consequência.
A legisladora também pontuou que a operação da última sexta-feira (13) citou a Saúde da capital mato-grossense, referente alguns contratos de 2022, que também teve a reprovação de contas históricas e que até hoje não foi votada na Câmara municipal.
“Disseram até que eu só tenho essa pauta, mas eu acho que a pauta de trazer consequências para Emanuel Pinheiro deveria ser a pauta de todos”, destacou ela.
O vereador Dilemário Alencar (União Brasil) lembrou que a Casa de leis já teve a oportunidade de afastar o prefeito, mas se omitiu dessa decisão. Ele ainda disse que a maiores dos vereadores foram coniventes com o chefe do executivo municipal.
“Tiveram elementos suficientes para a Câmara agir e não fez seu papel. A maioria dos vereadores não fez o papel, ficou conivente com o prefeito”, disse.




















