A Venezuela recebeu cerca de mil novos socorristas estrangeiros para reforçar as operações de busca e resgate após os terremotos que atingiram o país. Quase 100 horas depois dos tremores, mais de 2,6 mil profissionais de 27 países atuam na tentativa de localizar sobreviventes sob os escombros, segundo dados das Nações Unidas e do governo venezuelano.
O reforço internacional chega em um momento considerado decisivo, já que as chances de encontrar pessoas com vida diminuem com o passar dos dias. Mesmo assim, as equipes conseguiram resgatar 33 sobreviventes no fim de semana, entre eles um bebê de nove meses e a mãe, além de um pai e um filho encontrados em La Guayra durante operações conjuntas de equipes estrangeiras.
As buscas contam com o apoio de cães farejadores e especialistas em resgate de diversos países. A ONU estima que cerca de 50 mil pessoas ainda possam estar soterradas, enquanto milhares de corpos aguardam identificação em estruturas improvisadas.
Além das operações de salvamento, cresce a mobilização humanitária. O Peru enviou 14 toneladas de alimentos e suprimentos, enquanto a Síria deslocou especialistas em resgate para auxiliar nas buscas. Segundo o Unicef, cerca de 680 mil crianças precisam de ajuda humanitária urgente após a destruição causada pelos terremotos.
Milhares de famílias permanecem desabrigadas e ocupam praças e espaços públicos. A operação de socorro é considerada a maior já realizada no país e reúne nações que, em alguns casos, sequer mantêm relações diplomáticas com a Venezuela.















