O vereador Gilson da Agricultura (União Brasil), de Pedra Preta, se viu no centro de uma grande polêmica após chamar a prefeita Iraci Ferreira de Souza (PSDB) de “cachorra viciada” durante sessão na Câmara Municipal, na última segunda-feira (25). A declaração provocou forte repercussão política e pode custar o mandato do parlamentar, enquadrado por violência política de gênero.
O secretário-chefe da Casa Civil e dirigente estadual do União Brasil, Fábio Garcia, classificou em entrevista a imprensa nesta quarta-feira (27) a fala como inaceitável e confirmou que o partido já iniciou os trâmites internos. “O União Brasil já está tomando as providências. O partido vai submeter o caso à executiva e enviar a ação do vereador para a Comissão de Ética”, afirmou.
Durante a sessão, Gilson declarou que a prefeita precisava “tomar vergonha” e deixar de agir como “cachorra viciada” ao pedir votos em assentamentos. Para o União Brasil, a fala configura violência política de gênero e pode resultar em punições que vão de advertência à expulsão com perda do mandato. A decisão caberá à Executiva Estadual, presidida pelo governador Mauro Mendes.
Sob pressão, Gilson divulgou nota pedindo desculpas e negando intenção de ofender a prefeita. Ainda assim, a crise persiste e a Câmara pode adotar medidas e o vereador enfrenta risco de cassação em um dos momentos mais críticos de sua carreira política.
O destino político de Gilson da Agricultura agora está nas mãos da Executiva Estadual do União Brasil e da própria Câmara de Pedra Preta, em um processo que poderá definir não apenas seu mandato, mas também sua permanência na vida pública.































