O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), reagiu e concordou com à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais. Em tom duro, Pivetta afirmou que o Brasil está “perdendo a luta para o Estado paralelo” e cobrou mais firmeza das autoridades no combate às facções criminosas.
A declaração ocorreu após o Departamento de Estado norte-americano anunciar, nesta quinta-feira (29), que as duas maiores facções criminosas do país foram incluídas na lista de “terroristas globais especialmente designados”. O comunicado foi assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e prevê ainda que PCC e Comando Vermelho passem a ser oficialmente tratados como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho.
Para Pivetta, o reconhecimento internacional escancara a gravidade da crise de segurança pública enfrentada pelo Brasil. Segundo ele, foi necessário que uma potência mundial tomasse a iniciativa para que o problema fosse encarado com a devida seriedade pelas lideranças nacionais.
“Fiquei sabendo agora que os Estados Unidos declarou as organizações criminosas do Brasil, PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas. Lamentavelmente, precisou um país importante como os Estados Unidos da América dar essa mensagem para os nossos líderes”, declarou.
O governador em exercício também afirmou que o avanço das facções criminosas demonstra a fragilidade do Estado brasileiro diante do crescimento do crime organizado dentro e fora dos presídios. Para ele, falta rigor, coragem e posicionamento firme no enfrentamento às organizações criminosas.
“Nós precisamos tratar essas organizações criminosas com o rigor da lei. Não é possível o Estado estar perdendo a luta para o Estado paralelo. Nós estamos perdendo esse jogo por falta de atitude, por falta de coragem e até por falta de seriedade”, criticou.
Ao encerrar a fala, Pivetta reforçou o discurso de combate às facções e defendeu uma ofensiva mais intensa contra o crime organizado. “Vamos para cima!”, concluiu, em meio à repercussão nacional da medida anunciada pelo governo norte-americano.



























