O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo manteve “conversas muito boas” com o Irã durante as negociações realizadas ao longo de terça-feira (4), elevando as expectativas de um acordo para encerrar o conflito que já dura cinco meses. A sinalização de avanço nas tratativas impulsionou os mercados asiáticos nesta quarta-feira (5), com queda nos preços do petróleo e alta das bolsas diante da perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz.
“Eles tiveram uma negociação que durou o dia inteiro”, disse Trump ao programa “@ Night”, da Fox News. Segundo ele, o Estreito de Ormuz “vai ser aberto muito em breve”. O presidente norte-americano também voltou a endurecer o discurso contra Teerã: “Se eles recuarem novamente, vão ser duramente atingidos.” Apesar do otimismo, Trump já alternou, nos últimos meses, ameaças militares e anúncios de progresso que ainda não resultaram no fim das hostilidades.
A agência Axios informou que EUA e Irã estariam próximos de um acordo provisório para reabrir a rota marítima com o consentimento de Omã. No entanto, a mídia estatal iraniana afirmou que qualquer entendimento seguirá adiado enquanto Washington mantiver ameaças contra o país. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, disse que as conversas com Omã continuam e têm como objetivo estabelecer rotas marítimas seguras, preservando a soberania e a segurança dos dois países.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito, segue no centro da crise. Desde o início da guerra, em fevereiro, a Organização Marítima Internacional registrou ao menos 64 incidentes na região, com 17 mortes de tripulantes. O conflito já deixou mais de 3.400 mortos no Irã, além de 18 militares norte-americanos mortos, enquanto ataques de grupos aliados de Teerã também ampliaram a insegurança nas principais rotas marítimas do Oriente Médio.


















