MATO GROSSO

REAGIU À PROPOSTA

Troca de farpas esquenta disputa pelo Governo após senador defender paralisação de obra bilionária em Cuiabá

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A proposta do senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), de interromper as obras do Parque Novo Mato Grosso caso seja eleito provocou uma reação imediata do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Nesta sexta-feira (12), o chefe do Executivo estadual rebateu duramente a ideia e ironizou o histórico do adversário político, elevando o tom da disputa que já movimenta os bastidores da sucessão estadual de 2026.

 

Durante entrevista à imprensa, Pivetta saiu em defesa do empreendimento, considerado uma das principais vitrines da atual gestão. O governador afirmou que o complexo representa um legado para a Capital e um instrumento de desenvolvimento econômico, turístico e social para toda a região metropolitana.

 

“O Parque Novo Mato Grosso é um instrumento de desenvolvimento que o Estado de Mato Grosso está dando de presente para a Capital”, declarou.

 

Lançado pelo ex-governador Mauro Mendes (União) como o maior parque multieventos da América Latina, o espaço está em fase final de construção e já recebeu grandes atrações, como etapas da Stock Car, Fórmula Truck, além de shows de artistas nacionais, feiras e festivais que atraem milhares de pessoas e impulsionam a economia local.

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Ao justificar os investimentos, Pivetta argumentou que Cuiabá e Várzea Grande formam um polo urbano com mais de um milhão de habitantes e que o parque foi pensado justamente para democratizar o acesso ao lazer, ao esporte e a grandes eventos.

 

“É importante lembrar, a ele e a todos que questionam, que Cuiabá é a capital de Mato Grosso e do lado de Cuiabá tem Várzea Grande. Nós temos um aglomerado urbano de mais de um milhão de habitantes, crescendo. Então, nós temos que ter, sim, em Cuiabá, um lugar adequado pra lazer, esporte, turismo, pra que as pessoas de baixa renda tenham acesso a grandes competições nacionais e internacionais, pros negócios que nós vamos fomentar no parque, pra educação profissionalizante que nós vamos fazer lá no parque, pra tudo que um Estado precisa pra desenvolver”, afirmou.

 

A polêmica começou após Wellington Fagundes declarar, em entrevista ao programa Resumo do Dia, da TV Cuiabá, que pretende suspender as obras para redirecionar os recursos públicos para programas habitacionais. Apesar das críticas, Pivetta garantiu que o projeto foi planejado com responsabilidade e descartou qualquer desperdício de dinheiro público.

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“Nós estamos fazendo um investimento consciente. Não tem nada de supérfluo lá”, disse.

 

Questionado se já havia visto algum pré-candidato prometer a paralisação de uma grande obra pública, o governador afirmou que nunca presenciou situação semelhante. Em seguida, aproveitou para lançar uma crítica indireta ao senador, associando sua trajetória política a exemplos de empreendimentos que recebem recursos, mas não saem do papel.

 

“É a primeira vez que eu estou vendo e, vindo de onde veio, pra mim não é nenhuma novidade. Esse povo sabe parar obra, sabem ter obra parada, sabem fazer gestão lá em Brasília pra liberar dinheiro pra obras paradas e as obras não saem do papel. Isso já é um costume que a gente vê no Brasil”, declarou.

 

Com a troca pública de críticas, o Parque Novo Mato Grosso se transforma em mais um capítulo da disputa entre Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta, hoje apontados como os principais adversários na corrida pelo Palácio Paiaguás em 2026.

 

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