O ex-governador Pedro Taques (PSB), candidato ao Senado, aproveitou a derrota de Jayme Campos (União) na disputa interna do partido para prestar apoio ao senador e intensificar os ataques ao também candidato Mauro Mendes (União). Em entrevista nesta sexta-feira (31), Taques elogiou a trajetória política da família Campos e voltou a cobrar explicações sobre o acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.
Ao comentar o resultado da convenção do União Brasil, que definiu apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo do Estado, Taques afirmou que pretende procurar Jayme Campos para manifestar solidariedade. Segundo ele, a família Campos possui uma contribuição histórica para a política mato-grossense e merece respeito. “Quero mandar um abraço para o Jayme, para a família Campos, para as pessoas que têm história em Mato Grosso”, declarou.
Sem citar episódios específicos, Taques também acusou Mauro Mendes de tentar desqualificar Júlio Campos em razão da idade e afirmou que a política estadual não pode ser resumida às gestões iniciadas em 2019. O ex-governador evitou comentar uma possível aliança com Jayme, mas disse que pretende conversar com o senador nos próximos dias.
Durante a entrevista, Taques retomou as críticas ao acordo firmado entre o Estado e a Oi, que resultou na restituição de aproximadamente R$ 308 milhões em créditos tributários. O candidato voltou a questionar a destinação dos recursos e fez acusações direcionadas a Mauro Mendes e ao filho dele. As declarações foram feitas no âmbito da disputa eleitoral e não representam decisão ou conclusão da Justiça sobre eventual irregularidade envolvendo o ex-governador ou familiares.
O acordo, no entanto, já foi analisado pelo Ministério Público de Mato Grosso, que emitiu parecer pelo arquivamento da ação que contestava a negociação por não identificar provas de ilegalidade ou prejuízo aos cofres públicos. Mauro Mendes tem usado esse entendimento para rebater as críticas de Taques, classificando as acusações como infundadas. Ao fim da entrevista, o ex-governador afirmou que pretende ampliar o confronto político durante a campanha ao Senado.


































