A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) contestou as declarações do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) sobre os custos do Bus Rapid Transit (BRT) e negou que o projeto esteja caminhando para ultrapassar R$ 1 bilhão. Segundo o secretário Marcelo de Oliveira, o Estado desembolsou até agora R$ 206 milhões dos R$ 533 milhões contratados para obras de infraestrutura, estações e terminais do sistema.
A manifestação ocorre após o parlamentar acionar o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), apontando supostas irregularidades em contratos emergenciais e defendendo que o custo final do modal poderá se aproximar dos valores previstos para o antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Em resposta, a Sinfra afirmou que a venda dos vagões e materiais elétricos do VLT arrecadou R$ 915 milhões, gerando um superávit de quase R$ 400 milhões na substituição dos modais.
De acordo com a secretaria, o primeiro contrato do BRT, firmado por R$ 468 milhões com o Consórcio Construtor BRT, foi rescindido devido ao descumprimento do cronograma. Desse total, foram pagos R$ 130 milhões, aplicados em obras de pavimentação e infraestrutura nas avenidas da FEB, João Ponce de Arruda e em trechos da Avenida do CPA.
Após a rescisão, o governo dividiu o restante da obra em novos lotes licitados. Um dos contratos, destinado à conclusão da infraestrutura na Prainha, Avenida do CPA e ligação com o Aeroporto de Várzea Grande, está orçado em R$ 155 milhões, com R$ 76 milhões já pagos. Já a licitação para construção dos terminais e do Centro de Controle Operacional soma R$ 128 milhões, mas ainda não teve início nem recebeu desembolsos.
A principal divergência envolve a licitação para construção das 77 estações do BRT. A Sinfra explicou que o valor passou de R$ 68 milhões para R$ 120 milhões após a reformulação do projeto, que incluiu melhorias como portas automáticas, climatização, vidros com maior proteção térmica e novo tipo de piso. Enquanto o governo sustenta que todas as mudanças ocorreram dentro da legalidade e da transparência, a representação apresentada por Lúdio Cabral segue sob análise do TCE-MT, que poderá realizar auditoria sobre os contratos questionados.
















