A servidora da Secretaria de Estado de Saúde (SES) que teria sido vítima de um esquema de extorsão de mais de R$ 1,1 milhão foi escolhida pelos investigados por apresentar vulnerabilidade emocional, segundo o delegado Hugo Abdon Lima, da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf). De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos teriam aproveitado a condição psicológica da vítima para obter pagamentos contínuos ao longo de três anos.
“Eles acharam uma galinha dos ovos de ouro. Perceberam que a colega era uma pessoa vulnerável psicologicamente, suscetível a fazer pagamentos bancários”, afirmou o delegado nesta terça-feira (21).
As investigações apontam como principais suspeitos os servidores da SES Fernanda Leite da Matta e Deiwson Ortelhado. Conforme a polícia, eles teriam convencido a vítima de que estavam sendo ameaçados por agiotas e que ela e seus familiares também correriam riscos caso não realizassem transferências bancárias.
Segundo a apuração, o esquema teve início em 2022, quando a servidora permitiu que Deiwson utilizasse sua conta bancária para quitar uma suposta dívida. A partir disso, novas exigências financeiras passaram a ser feitas até 2025, com valores cada vez maiores e movimentação de recursos por diferentes pessoas para dificultar o rastreamento.
A Polícia Civil também investiga a possível participação de agiotas e suspeita da prática de lavagem de dinheiro. Nesta terça-feira, a Operação Laço Oculto cumpriu mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros que podem ultrapassar R$ 3,3 milhões. As medidas são realizadas em Cuiabá e Várzea Grande e têm como alvos servidores da SES, um policial militar e outras pessoas ligadas à movimentação financeira investigada.

















