MATO GROSSO

Santa Catarina supera São Paulo e passa a ter a menor taxa de mortes violentas do Brasil

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O Brasil registrou, pela primeira vez, uma taxa de mortes violentas intencionais abaixo de 20 por 100 mil habitantes em 2025, consolidando a menor marca da série histórica do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Entre os estados, Santa Catarina assumiu a liderança nacional, com 7,6 mortes por 100 mil habitantes, ultrapassando São Paulo, que ocupava a primeira posição desde 2014 e fechou o ano com taxa de 7,8.

O levantamento, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), também mostra que as dez cidades com menores índices de mortes violentas do país estão concentradas em São Paulo e Santa Catarina. São Caetano do Sul (SP) lidera o ranking, com 1,2 morte por 100 mil habitantes, seguida por Tubarão (SC), com 1,7. Ao todo, sete municípios paulistas e três catarinenses aparecem entre os dez mais seguros do país. O indicador reúne homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

Para David Marques, gerente de programas do FBSP, São Paulo mantém um histórico consolidado de redução da violência letal desde os anos 2000, enquanto Santa Catarina se destaca pela combinação entre políticas de segurança pública, características territoriais e dinâmica criminal. “São bons indicativos. O caso de São Paulo é muito bem conhecido, mas o caso de Santa Catarina pode ser mais bem explorado do ponto de vista da política de segurança pública, do contexto criminal e das dinâmicas criminosas organizadas, que podem ajudar a iluminar alguns caminhos possíveis também para o restante do país”, afirmou.

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Na outra ponta do levantamento, as dez cidades mais violentas do Brasil estão no Nordeste. Maranguape (CE) permanece na liderança pelo segundo ano consecutivo, com taxa de 100,3 mortes violentas por 100 mil habitantes. O ranking ainda reúne cinco municípios da Bahia, três do Ceará, um de Pernambuco e um da Paraíba. Entre os estados, o Amapá segue como o mais violento do país, apesar de reduzir sua taxa de 45,2 para 42,5 mortes por 100 mil habitantes.

Apesar da queda geral da violência letal, o Anuário aponta desafios em outras áreas. Os feminicídios bateram recorde em 2025, com média de quatro mulheres assassinadas por dia, enquanto cresceram os registros de violência psicológica, perseguição (stalking), descumprimento de medidas protetivas e ameaças contra mulheres. Também houve aumento de 5% nas mortes provocadas por policiais, avanço de 25% nos registros de produção e distribuição de material de abuso sexual infantil e crescimento superior a 60% nos casos de bullying e cyberbullying entre jovens.

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