O drama da saúde indígena em Mato Grosso voltou a ganhar destaque nesta segunda-feira (15), em uma reunião da câmara setorial temática da Assembleia Legislativa (ALMT). O encontro, permeado por discursos fortes e momentos de tensão, reuniu lideranças indígenas e autoridades estaduais, trazendo à tona denúncias de comunidades que vivem à mercê do abandono.
Em entrevista à imprensa, o presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), reforçou o tom das denúncias e alertou que o sistema de saúde indígena no estado atravessa um colapso silencioso. Ele cobrou medidas urgentes e coordenadas para garantir que os povos indígenas tenham acesso digno ao atendimento médico.
Russi afirmou que são comuns casos de preconceito, demora nos encaminhamentos e falta de ações específicas para atender os mais de 50 mil indígenas de Mato Grosso. “Às vezes o atendimento não acontece por preconceito. Precisamos localizar esses gargalos e ver como agente pode avançar. O Hospital Universitário Júlio Müller já sinalizou uma ala especial pra efetuar o atendimento e realizar mutirões, e foi proposta a inclusão dessa população no programa Fila Zero pra atender essa população quem tem necessidades e tem urgência”, revelou.
Sabe -se que muitas são as necessidades como falta de médicos, equipes móveis insuficientes, demora em atendimentos de urgência e até casos de preconceito em postos de saúde que foram relatados por representantes indígenas.
Após as denúncias apresentadas na reunião, a Assembleia Legislativa deve encaminhar os relatos às autoridades responsáveis pela saúde indígena no estado, que analisarão as demandas e definirão medidas para melhoria do atendimento. O acompanhamento do caso inclui avaliação de mutirões, criação de alas específicas em hospitais e a possível inclusão das comunidades indígenas em programas como o Fila Zero, conforme previsto na legislação estadual.




































