A corrida pelo Palácio Paiaguás começou a ferver nos bastidores da política mato-grossense. A poucos meses da definição oficial das candidaturas, o número de pré-candidatos ligados ao campo conservador aumentou consideravelmente e escancarou uma disputa interna cada vez mais intensa entre grupos da direita em Mato Grosso.
Hoje, nomes como o governador Otaviano Pivetta, o senador Wellington Fagundes, o deputado federal José Medeiros e até o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini aparecem no centro das articulações eleitorais. A multiplicação de nomes dentro do mesmo espectro ideológico passou a preocupar lideranças políticas e partidos aliados.
O cenário ficou ainda mais evidente após pesquisas divulgadas em abril e maio de 2026 mostrarem equilíbrio entre possíveis candidatos conservadores. Levantamento do Instituto Veritá, divulgado no início de maio, apontou Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta tecnicamente próximos em intenções de voto, enquanto José Medeiros apresentou crescimento expressivo na disputa ao Senado, ampliando a disputa interna pelo eleitorado bolsonarista.
As movimentações também ficaram claras nas declarações públicas dadas pelas próprias lideranças. Em entrevista concedida no dia 7 de maio, Pivetta afirmou que possui “preparo e disposição” para disputar o Governo do Estado, reforçando sua pré-candidatura e demonstrando confiança no projeto político do Republicanos.
Já o senador Wellington Fagundes intensificou agendas no interior e, durante evento político realizado em abril, afirmou que o PL pretende liderar o projeto da direita em Mato Grosso. Nos bastidores, aliados do senador defendem que ele possui maior identificação com o eleitorado bolsonarista tradicional.
Enquanto isso, José Medeiros também ampliou sua presença política nas redes sociais e em agendas conservadoras. Em entrevistas recentes, o deputado voltou a defender pautas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao endurecimento penal, sinalizando que pretende ocupar espaço de destaque no campo da direita em 2026.
A fragmentação começou a gerar preocupação entre partidos aliados, principalmente porque todos disputam praticamente o mesmo eleitorado: conservador, ligado ao agronegócio, à segurança pública e ao bolsonarismo. Lideranças políticas avaliam que, se não houver composição, o excesso de candidaturas pode dividir votos estratégicos e tornar a eleição estadual ainda mais imprevisível.
Nos bastidores da Assembleia Legislativa, prefeitos e dirigentes partidários já admitem que Mato Grosso vive hoje uma das pré-campanhas mais movimentadas dos últimos anos. Com pesquisas mudando rapidamente, grupos políticos em disputa e líderes tentando assumir protagonismo, a tendência é que a tensão dentro da direita aumente ainda mais nos próximos meses.



























