TRANSPARENTE?
Alegando que o orçamento não é secreto, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), saiu em defesa das “emendas de relator” e declarou que elas não são um “orçamento secreto”, como têm sido chamadas. Em entrevista nesta terça-feira (23), Lira disse que o relator geral das emendas sempre teve autorização das duas casas do Congresso Nacional para administrar as emendas e afirmou que esse orçamento é importante para o crescimento de municípios pequenosA execução dos recursos previstos nas emendas de relator foi suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) por conta da falta de transparência do mecanismo que dificulta a fiscalização.”O orçamento não é secreto. Isso é uma inverdade que machuca constantemente a execução de um orçamento que cuida de mudar a vida das pessoas”, disse Lira.“Demonizar as emendas do relator é trazer um retrocesso, porque vamos perder emendas que seriam destinadas a hospitais filantrópicos, escolas, creches, máquinas agrícolas e qualquer benefício que vá para os menores municípios”, pontuou Lira, em entrevista à GloboNews
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Na porta do Palácio da Alvorada, um apoiador disse ao presidente Jair Bolsonaro que, em São Luís, no Maranhão, há quatro mil casas para serem entregues à população. “A gente tem um residencial do Minha Casa, Minha Vida há sete anos, com quatro mil casas prontas para morar, em estado de degradação”, disse o simpatizante. Bolsonaro, então, pediu a um assessor para que ligasse para Rogério Marinho. O ministro atendeu e disse que as casas não estão prontas devido a questões de domínio do terreno. “Tem problemas de conclusão, problemas ligados a uma empresa que não conseguiu entregar. Nós estamos numa briga judicial com ela”, explicou.
COBRANÇA
Ainda no atendimento informal a apoiadores. Bolsonaro foi perguntado por outra apoiadora sobre a obra na Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). A mulher, que diz ser vereadora do município de Água Boa, no Mato Grosso, mencionou a obra da Fico, que vai passar pela cidade mato-grossense. A previsão para conclusão da obra é de cinco anos. Bolsonaro fez contato com o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que respondeu: “A Fico está em obra, presidente. Essa obra vai tomar muito impulso no ano que vem. A gente foi lá lançar a Pedra Fundamental, nessa ligação de Água Boa até Mara Rosa e ano que vem ela toma corpo”, explicou. O presidente perguntou o prazo de conclusão. Tarcísio prometeu: “Quatro anos.”
ALERTA GERAL

A diretora-geral adjunta de acesso a medicamentos e produtos farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a médica brasileira Mariângela Simão, disse na segunda-feira, 22, que o mundo está entrando em uma quarta onda da pandemia de covid-19. A declaração foi dada na conferência de abertura de um evento realizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).“O mundo, na verdade, está entrando em uma quarta onda, mas as regiões tiveram comportamento diferente em relação à pandemia”, apontou Mariângela. “Na região das Américas, há uma transmissão comunitária continuada, com pequenos picos, enquanto a Europa está entrando de novo em uma ressurgência de casos”, explicou.
MAIS AMEAÇAS
Agora a polêmica tomou grande dimensão. Bolsonaro, voltou a ameaçar, na noite desta segunda-feira (22), não renovar a concessão da Globo, que vence em outubro do ano que vem. A apoiadores, ele afirmou que não perseguirá ninguém, mas que os trâmites devem estar todos corretos para que a emissora continue no ar. Embora tenha a participação direta do Executivo, porém, a renovação ou a cassação de uma concessão depende dos demais Poderes e, em especial, do Congresso Nacional. “A Globo tem um encontro comigo no ano que vem. Encontro com a verdade. Não vou perseguir ninguém. Mas tem que estar com as certidões negativas em dia, igual a parada matinal: tem que estar arrumadinho”, disse Bolsonaro.
DEU NA MÍDIA
Centenas de autoridades do Brasil – governadores, senadores, deputados, prefeitos etc – desembarcaram em Glasgow e lá ficaram por uma semana ou mais, mesmo sem saber nada da COP26. Raros foram os cientistas na comitiva oficial de 466 pessoas do Brasil. Houve representantes de entidades civis e empresários que pagaram suas viagens. Mas o cidadão cobriu a conta da grande maioria. Entre eles, os governadores do Amazonas, Pará e Pernambuco, com respectivas damas. O Brasil não ficou sozinho na vergonha do turismo estatal. O Governo de Burkina Faso, um dos menores países da África, pagou a ida de 109 pessoas. A Bulgária, um dos exemplos de preservação na Europa, enviou apenas 12.
REGISTRO

Das 25 petições de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal no Senado, 12 são contra Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos que cercam o presidente Jair Bolsonaro e seus asseclas. Aguardam parecer numa gaveta da Advocacia do Senado. O ministro Luís Roberto Barroso, também presidente do Tribunal Superior Eleitoral, é alvo da ira de quem questiona a segurança das urnas, tem nas costas quatro pedidos.

















