O preço do barril de petróleo Brent avançou 4,9%, chegando a US$ 106,16 (cerca de R$ 547,78), após discursos de Donald Trump sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã. Mais cedo, o ex-presidente afirmou que as Forças Armadas dos EUA devem deixar o Irã rapidamente e que o país poderia retomar ataques pontuais, se necessário.
Trump também mencionou que o Irã teria solicitado um cessar-fogo, informação negada pelo próprio país. Esse desencontro de versões tem gerado forte volatilidade no mercado de petróleo, que já subiu de US$ 70 para US$ 110 ao longo do conflito, provocando uma crise energética global.
Segundo especialistas, o mercado reage fortemente a declarações políticas, mesmo que não haja mudanças concretas na produção ou na logística do petróleo. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, explica que qualquer sinal de trégua no Estreito de Ormuz altera imediatamente as expectativas de oferta e demanda.
O fenômeno é conhecido como “jawboning”, prática de influenciar o mercado por meio de discursos públicos, segundo Javier Blas, colunista da Bloomberg. As declarações de Trump têm conseguido conter movimentos especulativos de pânico, mas divergências entre EUA e Irã mantêm o preço do petróleo elevado e volátil.
Bassam Fattouh, diretor do Oxford Institute for Energy Studies (OIES), aponta que autoridades têm usado estratégias de comunicação para tentar estabilizar o mercado, já que medidas concretas, como estoques estratégicos ou sanções, demoram a produzir efeito.
















