A polícia de São Paulo investiga novos desdobramentos dos casos de intoxicação por metanol registrados no estado após o Fantástico ter acesso a áudios extraídos do celular de Vanessa Maria da Silva, presa e condenada por falsificação de bebidas. Ela também é investigada por homicídio e apontada como responsável pela morte de pelo menos duas pessoas após o consumo de bebidas adulteradas.
Segundo a investigação, Vanessa estava no centro de um esquema de fabricação e distribuição clandestina de bebidas alcoólicas na Região Metropolitana de São Paulo. Diferente do método usual, que utiliza etanol — já proibido —, os envolvidos teriam usado álcool de posto contaminado com metanol, substância altamente tóxica e potencialmente fatal. As duas mortes confirmadas ocorreram após o consumo em um bar da Zona Leste da capital, interditado em outubro.
Vanessa foi presa em flagrante em uma fábrica clandestina em São Bernardo do Campo, onde a polícia encontrou recipientes com metanol, documentos e celulares que permitiram mapear a rede de revendedores. Áudios revelam preocupação de comerciantes com o forte cheiro de álcool e o risco à saúde dos clientes. Mesmo após os primeiros casos de intoxicação, a investigada teria tentado tranquilizar donos de bares sobre a segurança da mercadoria.
Condenada em primeira instância a sete anos de prisão em regime fechado por falsificação de bebidas, Vanessa negou o crime durante o julgamento. A polícia apura a participação de familiares e acredita que pode haver mais vítimas. Segundo o Ministério da Saúde, o país já registrou 25 mortes e 76 intoxicações por metanol, com aumento de mais de 400% nos casos entre 2024 e 2025.



















