MATO GROSSO

Polícia aponta comando de facção de dentro de presídio e bloqueia R$ 15,3 milhões em operação em MT

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (30), a Operação Replay após identificar que uma liderança de facção criminosa continuava comandando a organização mesmo presa em uma unidade de segurança máxima de Mato Grosso. Segundo as investigações da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), outros 14 integrantes e colaboradores mantinham ativa a estrutura financeira e operacional do grupo, garantindo a continuidade das atividades criminosas.

A operação é resultado do desdobramento das ações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra, que têm como principal alvo Paulo Witter Farias, conhecido como “WT”, apontado como tesoureiro da organização criminosa. Conforme a Polícia Civil, a análise de dados telemáticos revelou que, mesmo após as operações anteriores, a facção permaneceu organizada, com divisão de funções, operadores financeiros, uso de contas de terceiros e patrimônio registrado em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível.

As apurações indicam que as ordens continuavam partindo de dentro do presídio. Mensagens interceptadas mostram que o investigado autorizava cobranças, determinava o recolhimento de dinheiro, orientava integrantes em liberdade e acompanhava a prestação de contas da organização. A Draco também identificou que o mesmo chip telefônico foi utilizado em sete aparelhos diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026, prática que, segundo a investigação, buscava dificultar a fiscalização e o rastreamento das comunicações ilegais.

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A investigação ainda encontrou planilhas detalhando a movimentação financeira da facção. Os documentos apontam mais de R$ 15 milhões em valores administrados pelo grupo, o que levou a Justiça a determinar o bloqueio de até R$ 15,324 milhões em ativos financeiros, além do sequestro de imóveis e veículos avaliados em cerca de R$ 17,2 milhões. Para a Polícia Civil, a medida busca retirar da organização os recursos utilizados para financiar suas atividades.

Batizada de Replay, a operação faz referência à repetição das práticas criminosas mesmo após ações anteriores das forças de segurança. Segundo a Draco, a nova fase tem como objetivo interromper a reorganização da facção, responsabilizar os envolvidos e impedir que o comando da organização continue sendo exercido de dentro do sistema prisional.

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