O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (12) que foi surpreendido pelos desdobramentos da Operação Heritage, que atingiu aliados políticos, mas disse manter confiança na inocência de Mauro Mendes, Fábio Garcia e Mauro Carvalho. Durante sabatina ao Jornal do Meio-Dia, ele também afirmou que a proximidade da eleição pode provocar consequências políticas que considera injustas. “Nós estamos a 50 dias de uma eleição. Isso pode comprometer, eleitoralmente, algum deles”, disse.
Na área de mobilidade, Pivetta prometeu a conclusão do primeiro trecho do BRT até o fim do ano e afirmou que os veículos devem começar a circular na virada para 2027. Segundo ele, a venda dos antigos vagões do VLT deve render cerca de R$ 925 milhões, recursos que, de acordo com o governador, serão destinados à implantação do sistema e à compra dos ônibus.
Questionado sobre feminicídios e políticas para mulheres, o candidato disse que o governo está “inconformado” com os índices de violência e afirmou que todos os casos foram esclarecidos, com os autores presos. Pivetta citou ainda a previsão de seis mil moradias destinadas exclusivamente a mulheres em situação de vulnerabilidade e disse que o recente chamamento de quase mil policiais deve levar Mato Grosso à proporção de um PM para cada 500 habitantes.
Ao encerrar a entrevista, Pivetta defendeu o uso de inteligência e tecnologia no combate ao crime organizado e associou os investimentos em infraestrutura à expansão da agroindústria. Ele citou a ferrovia estadual, a duplicação da BR-163 e a construção de cerca de 7.000 quilômetros de rodovias como fatores para atrair novos empreendimentos ao Estado.


































