O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos cinco primeiros dias úteis de agosto, impulsionado pelo avanço da segunda safra e pela maior oferta nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, o ritmo diário dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo do registrado no mesmo período de agosto de 2025.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foram embarcadas 1.183.719 toneladas entre os dias 3 e 7 de agosto, com média de 236.744 toneladas por dia. No ano passado, a média diária chegou a 326.127 toneladas. Mantido o ritmo atual, agosto terminaria com cerca de 4,97 milhões de toneladas exportadas, abaixo dos 6,85 milhões registrados no mesmo mês de 2025.
O aumento dos embarques em relação a julho ocorre com o avanço da colheita do milho segunda safra, que deve responder por 109,4 milhões das 141,7 milhões de toneladas previstas pela Conab para a safra 2025/26. O preço médio da tonelada exportada, por outro lado, subiu 22,3%, chegando a cerca de R$ 1.247, enquanto a receita acumulada nos primeiros dias alcançou R$ 1,48 bilhão.
O desempenho das exportações nas próximas semanas será importante para o mercado interno, já que embarques mais fortes podem reduzir a pressão provocada pela entrada da segunda safra e dar sustentação aos preços. Se o ritmo permanecer abaixo do ano passado, porém, maior volume de milho ficará disponível no país, aumentando a necessidade de armazenagem e a pressão sobre produtores, especialmente em regiões mais distantes dos portos.



















