O Ministério Público de Mato Grosso ajuizou nesta quarta-feira (12) uma medida de proteção para impedir a continuidade da divulgação de vídeos que expõem uma criança de Colniza (1.065 km de Cuiabá). As gravações mostram a vítima relatando supostos abusos que já são investigados e são alvo de uma ação penal em tramitação na Justiça.
A Promotoria pediu a proibição de novas publicações de fotos, vídeos ou relatos que permitam identificar a criança, além da remoção do material já divulgado. O Conselho Tutelar também deverá avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à vítima no ambiente familiar.
O MPMT solicitou ainda acompanhamento psicológico e assistencial para a criança e seus familiares, além de um estudo psicossocial. Em caso de constatação de risco grave e insuficiência da rede familiar de proteção, foi requerida, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional.
Segundo o promotor Bruno Barros Pereira, o caso não se refere a uma denúncia recente: a criança foi ouvida em 2023, a investigação policial foi instaurada em 2025 e a denúncia criminal foi apresentada em março deste ano. “O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, afirmou.




















