MATO GROSSO

BATALHA JURÍDICA

Pesquisa Eleitoral entra na mira da Justiça em MT

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O diretório estadual do Partido Agir em Mato Grosso abriu uma nova frente de disputa nos bastidores eleitorais ao questionar uma pesquisa divulgada nesta semana pelo instituto MT Dados Assessoria e Marketing Ltda-ME. A legenda apresentou uma representação ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedindo a impugnação do levantamento e apontando supostas falhas que poderiam comprometer a validade dos resultados.

 

Na ação, o partido sustenta que a pesquisa apresenta problemas técnicos considerados graves, entre eles a possibilidade de participação por autosseleção, uso de impulsionamento pago nas redes sociais e divergências entre a metodologia registrada e a forma como os dados teriam sido coletados.

 

Um dos principais pontos levantados pelo Agir é o uso de anúncios patrocinados pela plataforma Meta, que reúne redes como Facebook e Instagram. Segundo a legenda, o recurso permitiria direcionar o questionário para públicos específicos, contrariando o princípio de aleatoriedade necessário para garantir a confiabilidade de uma pesquisa eleitoral.

 

O partido também questiona a aplicação do método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT), alegando que a estrutura informada pelo instituto não seria compatível com o questionário utilizado. A sigla afirma que o formulário não teria informações suficientes para identificar bairros ou setores censitários, elementos considerados importantes para a distribuição das entrevistas.

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Na representação, o Agir afirma que as supostas irregularidades seriam semelhantes a problemas já apontados pela Justiça Eleitoral em outro levantamento. A legenda pede que o TRE determine a suspensão imediata da pesquisa e solicite à Meta informações sobre os critérios utilizados no impulsionamento dos anúncios.

 

Além da suspensão do levantamento, o partido solicita que o instituto responsável seja notificado e, ao final do processo, que sejam aplicadas as penalidades previstas caso as irregularidades sejam confirmadas pela Justiça Eleitoral.

 

O caso agora passa a ser analisado pelo TRE de Mato Grosso, enquanto a disputa em torno da confiabilidade das pesquisas eleitorais ganha mais um capítulo no cenário político do Estado.

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