A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), reagiu com indignação à confusão protagonizada pelos vereadores Chico 2000 (PL) e Coronel Dias (Cidadania), que quase trocaram socos em plena sessão desta terça-feira (07). Visivelmente incomodada, Paula classificou o episódio como “muito feio” e lamentou o clima de hostilidade que, segundo ela, tem se tornado cada vez mais frequente no plenário.
A parlamentar ressaltou que o comportamento dos colegas fere a imagem da Casa de Leis e demonstrou preocupação com o tom agressivo que vem marcando os debates. “O desrespeito entre os vereadores está se repetindo, e isso não condiz com o papel que representamos perante a população”, afirmou, em tom de repreensão.
Paula Calil classificou o episódio como “uma situação muito desagradável”, lembrando que os vereadores são “adultos, líderes e representantes do povo” e que “não é isso que a população quer ver dentro da Câmara Municipal”.
Ela afirmou que tem buscado manter a ordem nas sessões, mas lamentou a falta de colaboração de alguns parlamentares. “Conduzo com isonomia e educação, peço silêncio e respeito, mas os vereadores estão gerando tumulto e, muitas vezes, de forma desrespeitosa. Já fui desrespeitada várias vezes”, completou.
A parlamentar afirmou que a Comissão de Ética da Câmara será acionada para avaliar punições aos vereadores envolvidos na confusão. “Já conversei com o presidente da comissão e vamos decidir o que pode ser feito. É preciso diálogo, mas também atitudes firmes. Chamo atenção, aperto a campainha, peço por gentileza, mas eles não têm senso de respeito. Não é falta de comando, é falta de colaboração”, disse.
Para ela a atual legislatura é uma das mais produtivas da história da Câmara, mas lamentou que episódios de desordem prejudiquem a imagem da instituição. “Estamos batendo recordes em indicações, projetos e requerimentos. É uma legislatura atuante, mas esse tipo de conduta no plenário é muito negativo”, pontuou. Ela também explicou que revisou imagens da sessão para confirmar se o vereador Coronel Dias havia solicitado justificativa de voto. “Sou muito legalista. Pedi para o setor de gravação verificar o vídeo e o áudio. Realmente, não escutei o pedido. Quando afirmaram com convicção, pedi a checagem. Vamos reforçar o uso do aplicativo ‘Votei’ para evitar esse tipo de situação”.
Em tom de desabafo, Calil relatou ainda sofrer violência política de gênero e cobrou mais respeito dos colegas. “Está acontecendo de forma repetida. Eu me policio para ter equilíbrio emocional, porque quando uma mulher grita, dizem que é louca ou está de TPM; quando um homem grita, não há a mesma repercussão. Eles estão me desrespeitando na condução da Casa”, declarou, acrescentando: “Não vou me assustar com gritos. Mas as coisas estão passando do limite e precisamos tomar atitudes”, finalizou.


































