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SOBRETUDO

Neokemp em SC coloca Jorginho na frente, fortalece Carol e acende alerta para Carlos Bolsonaro

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A nova pesquisa Neokemp/OCP News mexeu diretamente no ambiente político de Santa Catarina. Mais do que mostrar quem lidera, o levantamento começa a revelar como cada grupo chega neste momento da pré-campanha e onde estão as fragilidades que ainda podem alterar o jogo.

Realizada entre os dias 4 e 5 de maio, com 1.008 entrevistados e margem de erro de 3,1 pontos, a pesquisa fortalece o projeto do governador Jorginho Mello, consolida o crescimento de Caroline de Toni e mostra que Carlos Bolsonaro continua competitivo, mas carregando um problema político que o PL ainda não conseguiu resolver completamente.

 

Jorginho abre vantagem e muda o comportamento do sistema político

No cenário para governador, Jorginho aparece com 54,2% das intenções de voto.

João Rodrigues surge com 18,3%, enquanto Gelson Merisio aparece com 7,8%.

O dado mais relevante não é apenas a distância.

É o efeito político dela.

Quando um governador aparece acima dos 50%, prefeitos recalculam posição, partidos reduzem resistência e lideranças começam a avaliar o custo de enfrentar o favoritismo.

A pesquisa passa a influenciar comportamento político antes mesmo da campanha começar.

João preserva força regional, mas ainda não expandiu o projeto

A pesquisa reforça um cenário que já aparecia nos bastidores.

João Rodrigues continua muito forte no Oeste, especialmente na região de Chapecó.

Mas essa força ainda não se espalhou de forma consistente para o restante do estado.

O PSD hoje enfrenta um desafio claro.

Transformar um projeto regional forte em candidatura estadual competitiva.

E isso depende diretamente de alianças, estrutura e ampliação de presença política fora do seu eixo tradicional.

Merisio ainda não absorveu integralmente o eleitor de Lula

O desempenho de Gelson Merisio também chama atenção por outro motivo.

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Mesmo sendo o nome apoiado pelo campo de esquerda e centro-esquerda, ele ainda aparece muito abaixo do potencial eleitoral do presidente Lula em Santa Catarina.

Isso mostra que o eleitorado lulista ainda não transferiu automaticamente apoio para o projeto estadual construído em torno do ex-deputado.

A aliança existe politicamente.

Mas ainda não se consolidou emocionalmente no eleitor.

Senado mostra força do PL — mas também seus riscos

Na disputa ao Senado, os números fortalecem claramente o PL.

No primeiro voto, Carlos Bolsonaro aparece com 28,4%, seguido por Caroline de Toni com 25,5%.

Depois aparecem:

* Décio Lima com 15,4%
* Esperidião Amin com 14,1%
* Afrânio Boppré com 5,3%

No segundo voto, Carol lidera com 24,5%, enquanto Carlos aparece logo atrás, tecnicamente empatado. Amin cresce nesse cenário e chega a 18,3%.

Na soma total dos dois votos:

* Carol de Toni — 50%
* Carlos Bolsonaro — 49,9%
* Esperidião Amin — 32,3%
* Décio Lima — 25%
* Afrânio Boppré — 13,4%

Hoje, pelos números da pesquisa, Carol e Carlos ocupariam as duas vagas ao Senado.

Carol cresce porque tem baixa rejeição

O dado mais estratégico talvez seja justamente o da rejeição.

Carol de Toni aparece com apenas 2,6% de rejeição.

Esperidião Amin também surge muito baixo, com 2,4%.

Isso revela algo importante.

Ambos conseguem circular eleitoralmente sem provocar forte resistência no eleitorado.

E eleição para Senado com dois votos costuma premiar exatamente candidatos com boa aceitação e baixa rejeição.

Carlos Bolsonaro vive uma contradição política

Carlos Bolsonaro aparece competitivo, mas também surge com um dos maiores índices de rejeição da disputa: 32,7%.

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Praticamente empatado com Décio Lima, que lidera esse índice com 34,4%.

Esse talvez seja o principal alerta para o PL.

O sobrenome Bolsonaro continua extremamente forte em Santa Catarina, mas Carlos ainda enfrenta dificuldades de relacionamento político local e resistência fora da bolha bolsonarista mais fiel.

A recente tentativa de pacificação interna no PL mostra que o partido percebeu esse problema e tenta reduzir ruídos antes do avanço oficial da campanha.

O cenário presidencial também produz efeito em SC

A pesquisa também mediu a disputa presidencial no estado.

Flávio Bolsonaro aparece com 51,8%, contra 24,3% de Luiz Inácio Lula da Silva.

Romeu Zema surge com 8,9%, enquanto Ronaldo Caiado aparece com apenas 1,7%.

Esse dado gera impacto direto no PSD catarinense.

Mostra que a ligação automática entre o projeto nacional do partido e o eleitorado conservador catarinense não está garantida.

PONTO DE VISTA

A pesquisa fortalece claramente o campo governista em Santa Catarina.

Jorginho aparece confortável porque ocupa hoje o espaço do governo, da estabilidade e da estrutura política. Carol cresce porque combina identificação ideológica com baixíssima rejeição. E Carlos Bolsonaro segue competitivo porque o bolsonarismo continua extremamente forte no estado.

Mas os números também mostram algo importante.

O cenário ainda não está emocionalmente consolidado.

João Rodrigues preserva força regional relevante. A esquerda ainda pode crescer se conseguir converter o eleitor lulista para o cenário estadual. E a disputa ao Senado continua vulnerável ao peso da rejeição.

Pesquisas não definem eleição.

Mas reorganizam o ambiente político.

E hoje, em Santa Catarina, elas começam a deixar claro quem avançou, quem ainda precisa crescer e quem carrega fragilidades que talvez não apareçam na manchete.

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