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Diplomacia e novos mercados.

Nelsinho Trad celebra “Plano Brasil Soberano”, mas cobra saída diplomática para reverter tarifas dos EUA

Nelsinho Trad acompanha a conclusão das negociações Mercosul e da Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA, na sigla em inglês), que congrega países como Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), com assinatura prevista para este segundo semestre, como parte da estratégia de diversificação de mercados. (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)

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Para o parlamentar sul-mato-grossense, presidente da CREDN do Senado Federal, entende também que a aprovação de matérias que possam destravar relações comerciais com inúmeros parceiros também devem ser priorizados.

 

Por Humberto Azevedo

 

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), celebrou em nota distribuída à imprensa na noite desta última quarta-feira, 13 de agosto, a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que institui o “Plano Brasil Soberano”, mas cobra uma saída diplomática para reverter as tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos da América (EUA) às exportações brasileiras.

 

O parlamentar sul-mato-grossense entende também que a aprovação de matérias que possam destravar relações comerciais com inúmeros parceiros também devem ser priorizados. Segundo ele, o crédito anunciado de R$ 30 bilhões com juros subsidiados para as empresas afetadas pelo tarifaço “dá fôlego imediato”, mas não pode e nem deve ser um caminho que abandone a negociação com os EUA. Trad defende também a busca por mais mercados para os produtos brasileiros, que até então tinham como destino os portos estadunidenses.

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Com o objetivo de destravar acordos comerciais com demais parceiros, a CREDN presidida por ele aprovou nesta quinta-feira, 14 de agosto, a realização de audiências sobre os produtos agropecuários dentro do acordo Mercosul-União Europeia. O colegiado aprovou ainda dois Projetos de Decretos Legislativos (PDLs) ligados ao Mercosul, que podem promover uma saída negociada para reverter as barreiras comerciais adotadas pelo presidente Donald Trump via o Mercado Comum da América do Sul, que além do Brasil é integrado por Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

 

“O crédito emergencial de R$ 30 bilhões pode ajudar a manter a operação imediata de muitos exportadores afetados pelo tarifaço, especialmente os pequenos. No entanto, defendo que o Brasil se dedique às negociações diplomáticas para reverter tarifas e ampliar mercados alternativos. Essas negociações são estratégicas para dar segurança de longo prazo ao produtor e proteger empregos”, comentou Trad.

 

O presidente da CREDN do Senado destaca que “Mercosul e UE somam 718 milhões de pessoas e PIB de cerca de US$ 22 trilhões [R$ 120 tri]”. O senador lembra, que em 2024, a União Europeia foi o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de US$ 95,5 bilhões [R$ 510 bilhões] (exportações de US$ 48,3 bilhões [R$ 275 bi] e importações de US$ 47,3 bilhões [R$ 260 bi]) e é a principal origem do investimento estrangeiro direto no país (US$ 497 bilhões [R$ 2,75 trilhões] em 2023).

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