As oscilações de temperatura registradas nas últimas semanas podem aumentar o risco de infecções respiratórias, como a gripe, segundo o médico do Trabalho do Serviço Social da Indústria de Mato Grosso (Sesi MT), Ediney Espínola. De acordo com o especialista, as mudanças bruscas no clima exigem adaptação do organismo e podem reduzir a imunidade, favorecendo o surgimento de doenças.
Segundo o médico, o frio resseca as vias aéreas e facilita infecções respiratórias, além de agravar problemas como asma, rinite, dores musculares e articulares. Já o calor excessivo pode provocar desidratação, fadiga, insolação e agravar doenças cardiovasculares e renais. “A imunização é imprescindível no combate ao vírus. A chance de contraí-lo é maior entre pessoas que não estão imunizadas. Não há receita milagrosa que ajude a se proteger. A vacina é a melhor escolha”, afirmou.
Além da vacinação, Espínola recomenda medidas simples para reduzir o risco de contágio, como lavar as mãos com frequência, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, manter uma alimentação equilibrada, ingerir pelo menos dois litros de água por dia, praticar atividades físicas e dormir adequadamente. Trabalhadores expostos a grandes variações de temperatura, como em câmaras frias ou ambientes externos, devem reforçar os cuidados com proteção térmica, hidratação e pausas em locais protegidos.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2019, mostram que mais de 20% dos afastamentos do trabalho estão relacionados a problemas respiratórios, como a gripe. Segundo o Sesi MT, investir na prevenção beneficia tanto os trabalhadores quanto as empresas, ao reduzir o número de afastamentos por motivos de saúde.




















