O Ministério Público de Mato Grosso arquivou o inquérito complementar que investigava a possível participação de Christian Albino Cebalho de Arruda, Cícero Martins Pereira Júnior e Aledson Oliveira da Silva no assassinato de Emelly Beatriz Azevedo Sena, de 16 anos. A decisão foi tomada após conclusão de que os três não tinham qualquer conhecimento ou envolvimento no crime, tendo sido vítimas da farsa elaborada por Nataly Helen Martins Pereira, ré confessa e presa desde março.
De acordo com a investigação da DHPP, as provas apontam que Nataly agiu sozinha ao premeditar o assassinato para ficar com o bebê de Emelly. O promotor Rinaldo Segundo destacou que os investigados apresentaram álibis confirmados, não havia indícios digitais que os ligassem ao caso e todos foram enganados pela falsa gravidez simulada por Nataly com laudos, ultrassons forjados e vídeos manipulados.
“O Ministério Público promove o arquivamento […] por ausência de indícios de autoria”, diz o parecer, que reforça que Christian, o marido, foi “vítima da farsa”, assim como Cícero e Aledson, que sequer sabiam do uso da casa ou da intenção criminosa de Nataly. A análise de celulares e depoimentos confirmou que os três não tinham participação dolosa ou culposa nos fatos.
O advogado Ícaro Vione, que representa Christian e Cícero, afirmou que a decisão é um passo para que os inocentes sigam suas vidas. “Não se trata de ausência de provas, mas sim da existência de provas que demonstram que todos foram enganados. Eles não são criminosos e não merecem ser tratados como tal”, destacou.



































