O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, voltou a disparar duras críticas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a suspensão da aplicação da Lei da Dosimetria. As afirmações foram feitas em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (11), durante o evento de entrega do novo Ganha Tempo do bairro Pedra 90, em Cuiabá.
A norma havia sido promulgada pelo Congresso Nacional e poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros bolsonaristas condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em tom inflamado, Abílio afirmou que a decisão de Moraes foi um “tapa na cara” dos deputados federais e senadores que derrubaram o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema.
“Viva a democracia, viva o Estado Democrático de Direito, viva a Constituição Federal”, ironizou o prefeito ao comentar a crise entre os Poderes. A fala rapidamente repercutiu nos bastidores políticos e ampliou ainda mais a tensão envolvendo STF, Congresso e aliados bolsonaristas.
Questionado se a medida representava um ataque à sociedade, Abílio respondeu sem hesitar. “Não, um tapa na cara dos senadores, dos deputados, um tapa na cara deles”, disparou. A declaração acendeu o debate político e ganhou força entre apoiadores do ex-presidente nas redes sociais.
A suspensão da Lei da Dosimetria reacendeu a discussão sobre as penas impostas aos envolvidos nos ataques antidemocráticos em Brasília. Uma das teses levantadas por defensores da ação é que a flexibilização das punições poderia incentivar novos ataques às instituições democráticas. O argumento, no entanto, foi duramente rejeitado pelo prefeito cuiabano.
Abílio afirmou que a verdadeira causa da revolta popular estaria nos escândalos envolvendo o governo federal. “O que faz ter novos ataques é a corrupção que está empregada aí no governo Lula, com escândalos do Banco Master, do INSS e tantos outros. A corrupção que cria indignação na população”, declarou.
Encerrando a declaração em tom de confronto, o prefeito disse que o “verdadeiro golpe” estaria acontecendo agora. Segundo ele, decisões tomadas por Alexandre de Moraes e outros ministros estariam ferindo a separação dos Poderes e o Estado Democrático de Direito, aprofundando ainda mais o embate entre bolsonaristas e o Supremo.






























