O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), anunciou nesta terça-feira (9) que a prefeitura trabalha em um projeto para privatizar a gestão administrativa das escolas da rede municipal. Segundo ele, a proposta visa melhorar a eficiência na aplicação dos recursos públicos e combater irregularidades, mas não afetará professores nem o conteúdo pedagógico.
“A privatização da educação será na parte administrativa, não na parte pedagógica”, afirmou. A medida prevê a contratação de empresas especializadas para gerir a estrutura física, insumos e materiais das unidades. Abilio defende que o modelo trará economia aos cofres públicos, embora ainda não tenha apresentado os números.
A proposta enfrenta resistência. O Sintep-MT critica a terceirização e alerta para o risco de precarização dos serviços. Já o presidente da Comissão de Educação da Câmara de Cuiabá, vereador Daniel Monteiro (Republicanos), afirmou que a educação é um serviço essencial e não deve ser transferida para entes privados. “Compromete a qualidade do serviço oferecido”, disse.
O prefeito justificou a proposta apontando supostas fraudes em contratos e comparando o custo da rede pública com o da rede privada. “Um aluno da rede municipal custa R$ 1,6 mil por mês, para meio período. Em algumas escolas particulares, como a Adventista, a mensalidade é menor”, argumentou.



































