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Viúva relata sofrimento da família em júri de investigador acusado de matar PM

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A convivente do policial militar Thiago de Souza Ruiz afirmou, durante depoimento no Tribunal do Júri nesta terça-feira (12), que a morte do PM causou revolta e sofrimento à família. Segundo Walkiria Filipaldi Corrêa, a filha do casal, que tinha 11 anos na época do crime, passou a se cortar e a enviar mensagens para o número do pai após o assassinato. O julgamento ocorre em Cuiabá e conta com sete jurados, sendo cinco homens e duas mulheres.

Durante o depoimento, Walkiria afirmou acreditar que Thiago jamais agiria para matar o investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves. Ela também acusou o réu de agir fora dos protocolos da corporação e relatou perseguição dentro da Polícia Civil após o crime. Segundo ela, chegou a passar por três delegacias e ouviu de delegados que algumas unidades não a aceitavam.

A testemunha também comentou publicações em redes sociais que associavam o PM ao uso de drogas e a episódios de agressão. Ela afirmou que os registros citados se referiam ao uso de medicamentos controlados e disse que havia retirado medidas protetivas registradas há mais de dez anos para não prejudicar a carreira do companheiro.

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O júri é conduzido pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 4ª Vara Criminal da Capital. O Ministério Público acusa Mário Wilson de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime aconteceu em abril de 2023, em uma conveniência na Praça do Choppão, quando o investigador tomou a arma do PM e efetuou disparos após uma conversa entre os dois, segundo imagens de câmeras de segurança.

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