O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), classificou como crime qualquer eventual exigência de devolução de recursos oriundos de emendas parlamentares e defendeu a atuação dos órgãos de controle para apurar denúncias sobre a chamada “lei do retorno”. A manifestação ocorreu após declarações do pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), que apontou a existência de supostas pressões sobre prefeitos para devolver parte dos valores recebidos.
Ao comentar o assunto, Russi afirmou que qualquer prática dessa natureza deve ser investigada e punida. “Isso é criminoso. Não podemos aceitar uma situação dessas. Se alguém está fazendo isso, tem que ser investigado”, declarou, destacando o papel do Ministério Público, do Tribunal de Contas e dos demais órgãos de fiscalização.
O deputado também questionou a viabilidade das acusações, argumentando que seria difícil executar obras públicas caso uma parcela significativa dos recursos fosse desviada. Segundo ele, nunca recebeu relatos concretos de prefeitos ou gestores municipais sobre pedidos de devolução de verbas vinculadas a emendas parlamentares em Mato Grosso.
Apesar disso, Max defendeu que eventuais denúncias sejam acompanhadas de provas e identificação dos responsáveis. “Se existe um caso, que seja apontado quem fez, qual prefeito, qual deputado, quem pediu, quem recebeu. Se houver irregularidade, que seja investigada e punida”, afirmou. Para o presidente da Assembleia, acusações sem comprovação não podem colocar sob suspeita todos os parlamentares e gestores envolvidos na destinação de recursos públicos.

















