O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União), defendeu uma mudança ampla na legislação trabalhista e afirmou que o Brasil precisa dar mais liberdade para empregados e empresas definirem suas relações de trabalho.
A declaração foi feita na noite de segunda-feira (5), durante um encontro com políticos de direita que discutiam articulações para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
Para Mendes, alterações na legislação feitas sem uma discussão aprofundada podem trazer consequências negativas para a economia. Ele também questionou o excesso de proteção estatal nas relações entre trabalhadores e empregadores.
“Nós temos que reformar numa amplitude de um mundo moderno, onde as pessoas não são mais imbecis ou desinformadas como eram antigamente”, afirmou.
O senador eleito também citou brasileiros que deixam o país em busca de trabalho nos Estados Unidos e destacou que muitos aceitam jornadas mais longas em busca de melhores rendimentos.
“Tem que ter mais liberdade econômica para que haja uma capacidade do país se desenvolver economicamente e os próprios trabalhadores produzirem mais, ganharem mais”, disse.
Mendes ainda criticou a possibilidade de mudanças na escala 6×1 e defendeu a flexibilização de regras trabalhistas que considera pouco eficientes. A proposta em discussão no Senado prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas e ampliar o descanso semanal.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 ocorre nesta semana no Senado e coloca novamente em debate o modelo de jornada adotado no país, além dos limites entre flexibilização das regras e proteção dos trabalhadores.


































