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Bastidores do Poder

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Nunes Marques levará revisão da condenação de Bolsonaro ao Plenário

O ministro Kassio Nunes Marques, do STF, pretende levar ao Plenário da Corte o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. O julgamento só deverá ocorrer depois do segundo turno da eleição presidencial e quando o processo estiver pronto para análise.

Eventual soltura

A manifestação não antecipa decisão sobre o mérito do pedido nem sobre eventual soltura de Bolsonaro. Segundo nota do gabinete, Nunes Marques entende que uma decisão antes da eleição poderia interferir na disputa presidencial, na qual Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, enfrenta Lula (PT).

Manifestação

O processo ainda aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República. Depois dessa manifestação, caberá ao relator liberar o caso para julgamento. Se a análise ocorrer em sessão presencial, a definição da data ficará a cargo do presidente do STF, Edson Fachin.

“Isso deve ser avaliado somente após o segundo turno, que não significa imediatamente depois, é preciso aguardar o processo estar concluso.”
Condenação

A defesa tenta reverter a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pelo processo sobre a tentativa de golpe de Estado após a derrota para Lula em 2022. Também pede a suspensão dos efeitos da condenação enquanto a revisão criminal é analisada.

Nota de Nunes Marques:
“O ministro Kassio Nunes Marques tem afirmado que não vai analisar o caso (revisão criminal do ex-presidente Bolsonaro) antes da eleição por considerar que isso pode interferir no processo eleitoral. Isso deve ser avaliado somente após o segundo turno, que não significa imediatamente depois, é preciso aguardar o processo estar concluso. O caso ainda está pendente de parecer da PGR, mas, quando estiver pronto para julgamento, o ministro pretende levar ao plenário, que é o órgão competente. E a data desse julgamento, se for a Plenário presencial, depende do presidente do Supremo Tribunal Federal.”

TSE julga casos de Deltan e Garotinho nesta quinta-feira

O TSE marcou para esta quinta (8) o julgamento de dois recursos que podem alterar efeitos concretos do primeiro turno. Um deles é de Anthony Garotinho (RPB) e pode definir se haverá segundo turno no Rio de Janeiro. O outro é de Deltan Dallagnol (Novo), segundo mais votado para o Senado no Paraná.

Candidaturas

Os dois processos são relatados pelo ministro Floriano Marques e chegam ao Plenário depois de decisões tomadas às vésperas da eleição que alteraram a situação das candidaturas. Deltan conquistou uma das vagas para o Senado pelo Paraná; Garotinho ficou em terceiro na disputa ao governo do Rio de Janeiro.

Cálculos

No Rio, o TSE terá de definir se os votos de Garotinho entram no cálculo dos válidos. Se forem excluídos, Douglas Ruas (PL) supera os 50% e pode ser declarado eleito no primeiro turno. No Paraná, a Corte decidirá se Deltan estava apto a concorrer e, consequentemente, se poderá ocupar a cadeira conquistada.

Ciro chama eleição no CE de “roubada” e vai à Justiça

O ex-governador Ciro Gomes (PSDB) se recusou a reconhecer a derrota para Elmano de Freitas (PT) na disputa pelo governo do Ceará, disse ter sido “roubado” e anunciou que sua campanha recorrerá à Justiça contra o resultado.

Adulteração

Em manifesto, o tucano acusou o adversário e o Judiciário de fraude, sem apresentar provas de adulteração da votação ou da totalização dos votos. Elmano foi reeleito no primeiro turno com 2.875.573 votos, 53,19% dos válidos. Ciro teve 2.498.891 votos, 46,22%, diferença de 376.682 votos.

“Não cumprimentei o candidato vitorioso. Ele não ganhou, ele e sua organização criminosa tomaram as eleições! Já ganhei e perdi eleições, nunca repudiei o resultado das urnas, mas meu sentimento, pela primeira vez na vida, é de que fomos roubados”, “, escreveu Ciro em nota intitulada “Manifesto ao povo cearense”.

PP e União Brasil declaram apoio a Flávio no segundo turno

As executivas nacionais do PP e do União Brasil se reuniram para deliberar sobre o posicionamento da federação no segundo turno das eleições e declararam apoio unânime à candidatura de Flávio Bolsonaro. Os dois partidos são os primeiros da base do governo de Lula a romper a neutralidade.

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Programa

Em nota, os presidentes dos dois partidos, Ciro Nogueira (PP-PI) e Antonio Rueda (União), afirmam que a decisão atende ao programa da federação:

“Nosso posicionamento é de contrapor a repetição de velhas práticas políticas e fórmulas econômicas comprovadamente ultrapassadas. Respeitamos a história, mas o compromisso da federação União Progressista é com o futuro dos brasileiros e brasileiras”.
Compromisso

Os dois dirigentes também argumentam que o candidato melhor representa o atual momento econômico do país:

“Flávio Bolsonaro reúne o perfil de quem quer avançar de verdade com o compromisso de modernizar a gestão, implementar propostas realistas para melhorar a vida da população, equilibrar as forças políticas e reorganizar a economia do Brasil”.

PGR se manifesta a favor de liberar visitas de Flávio a Bolsonaro


A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que ele volte a receber a visita do filho Flávio Bolsonaro. A autorização para a visita de Flávio havia sido suspensa por decisão de 13 de julho.

Restabelecimento

A defesa pediu o restabelecimento imediato do regime ordinário de visitas ou autorização para visita de caráter estritamente familiar antes da data prevista para o término da restrição. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal, que tende a conceder.

Kátia Abreu é aplaudida no PT ao pedir ‘menos Janja e mais Alckmin’


A ex-senadora e ex-ministra Kátia Abreu, coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, criticou a atuação da primeira-dama Janja da Silva e a estratégia da coordenação nacional durante reunião da cúpula do PT. A fala mais aplaudida do encontro terminou com o pedido: “Menos Janja, mais Alckmin”.

Comunicação

O encontro reuniu integrantes da Executiva Nacional do PT, deputados e coordenadores estaduais para discutir o resultado do primeiro turno. Kátia Abreu apontou falhas na comunicação da campanha após Flávio Bolsonaro terminar a primeira etapa da disputa à frente.

‘Paulistas sem voto’

Relatos de participantes indicam que a ex-ministra classificou o comando da campanha como formado por “paulistas sem voto”. A crítica alcançou o presidente do PT e coordenador-geral da campanha, Edinho Silva, eleito deputado federal por São Paulo.

Resultado em SP

Kátia citou o resultado eleitoral paulista ao questionar a força da coordenação. Fernando Haddad perdeu a disputa pelo governo de São Paulo para Tarcísio de Freitas (Republicanos), enquanto Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), candidatas ao Senado na chapa, não se elegeram.

Damares Alves afirma que votará pelo fim da escala 6×1

A senadora Damares Alves (RPB-DF) afirmou nesta quarta (7) que votará a favor do fim da escala 6×1 e disse que a oposição deve apoiar a proposta, embora avalie que a votação neste momento favorece o presidente Lula na disputa eleitoral.

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Oposicionistas

A manifestação ocorreu após uma reunião de senadores oposicionistas para discutir a PEC, que deve ser votada na próxima semana. Damares sustentou que a medida não prejudica Flávio Bolsonaro, mas pode beneficiar Lula politicamente.

“Não afeta o Flávio, mas ajuda o Lula. Você está entendendo que o Lula vai querer ser o pai do trabalhador? De forma hipócrita. Você acha que vidas humanas têm que ficar nesse pingue-pongue?”, declarou a senadora.

Agro tem reeleição acima da média, mas perde nomes relevantes

A bancada ruralista na Câmara dos Deputados teve desempenho acima da média nestas eleições e reelegeu quase 71% dos membros do grupo. Dos 248 deputados ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) que disputaram a reeleição, 176 seguirão com mandato.

Legislatura

Outros quatro eleitos são hoje suplentes que assinaram a ficha de filiação à FPA ao assumir a cadeira. Assim, o grupo, que reúne 299 deputados em exercício, inicia a próxima legislatura com 180 membros praticamente garantidos, mas precisará atrair novos nomes para manter a força atual.

Bancada maior

O presidente da frente, Pedro Lupion (RPB-PR), que foi reeleito, projetou um número ainda maior de membros da bancada:

“Já temos reeleitos 180 deputados. E com a possibilidade de novas inscrições, vamos chegar a 312 membros. Essa é a nossa expectativa considerando parlamentares que foram eleitos e são ligados ao agro e ao setor produtivo, que tiveram o apoio do setor ou que são de centro e direita”, avalia.

Nunca antes os EUA importaram tanta carne bovina do Brasil

Em setembro, os EUA compraram 44,44 mil toneladas de carne bovina in natura do Brasil. Os dados foram divulgados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Recorde

O volume superou o recorde anterior registrado em abril de 2025, quando os embarques somaram 44,13 mil toneladas. Ao somar as vendas de carne processada e industrializada, o volume total sobe para 48,3 mil toneladas.

Trajetória

As exportações brasileiras para o mercado norte-americano estão em trajetória de alta pelo quarto mês consecutivo. Porém deram um salto com a retirada das tarifas anunciadas por Donald Trump. De agosto para setembro o volume embarcado saltou 41,8% por causa da nova medida.

Leilão do pré-sal arrecada R$ 530 mi, mas áreas ficam sem ofertas

O leilão de blocos exploratórios do pré-sal realizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta quarta-feira (7) terminou com sete das 13 áreas arrematadas e R$ 530,47 milhões em bônus. Os investimentos previstos somam R$ 778,4 milhões.

Partilha

O certame foi feito em regime de partilha, ou seja, ganha quem oferece à União a maior parcela da produção. As áreas foram arrematadas por Petrobras, Prio e Equinor Brasil, além de dois consórcios: um formado por CNOOC Petroleum e Sinopec e outro por Equinor e Galp.

Consórcio

A Prio e a Petrobras conquistaram dois blocos cada. A Equinor venceu uma área sozinha e outra em consórcio com a Galp. O consórcio formado por CNOOC Petroleum e Sinopec também arrematou um bloco.

 

 

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