O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou minimizar a derrota sofrida pelo governo no Senado após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo relato de um ministro que acompanhava a apuração ao lado do presidente, Lula afirmou que “tem o direito de indicar e o Senado tem o direito de aprovar ou rejeitar”.
A declaração ocorreu após o plenário do Senado barrar, por 42 votos a 34, o nome do advogado-geral da União para a Suprema Corte. A rejeição é considerada histórica, já que o Senado não derrubava uma indicação presidencial ao STF há mais de 130 anos.
De acordo com integrantes do governo, Lula busca evitar que o episódio seja interpretado como um sinal de enfraquecimento político ou uma crise aberta entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. A avaliação no entorno presidencial é de que o momento exige cautela para evitar o agravamento da tensão com o Senado.
Nos bastidores, a expectativa é de que o presidente espere o cenário político esfriar antes de decidir os próximos passos. Lula poderá indicar um novo nome para a vaga no STF até o fim do mandato, em dezembro.















